<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243</id><updated>2012-01-30T20:51:16.528-02:00</updated><category term='dicionário'/><category term='ponte estaiada'/><category term='amadurecer'/><category term='recaída'/><category term='crescer'/><category term='pulmões'/><title type='text'>Horas de Confusão</title><subtitle type='html'>Um pouco dos meus melhores (e piores) momentos, histórias que eu vivi, que me contaram, que eu inventei.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-6579426979534385528</id><published>2009-04-09T12:18:00.003-03:00</published><updated>2009-04-09T14:01:47.463-03:00</updated><title type='text'>É mais inteligente o livro ou a sabedoria?</title><content type='html'>_ Olha o que eu escrevi, professora. – disse Dona “Márcia” me mostrando orgulhosa sua primeira palavra no até então, virgem caderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançando na folha pautada, as letras maiúsculas meio tortas e escritas a lápis anunciavam: “TARA”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Olha só, hein Dona Márcia! A senhora escreveu mesmo! – disse um pouco desconcertada e torcendo para que a minha aluna mais doce e também a mais velha, com seus 78 anos, não me perguntasse o que aquilo significava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E eu sei escrever isso também – disse-me enquanto rabiscava com alguma dificuldade, um ponto de exclamação ao final da sua Tara.&lt;br /&gt;_ Vi na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na “Rede TV!” imaginei, desejando dizer que escolhesse melhor o que fazer com seu tempo livre. Mas logo desisti do conselho porque não saberia o que sugerir a ela que sorria encantada ao olhar para o caderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Márcia, na verdade se chamava Maria. Ganhou o apelido porque na família eram muitas marias. O Márcia lhe garantia uma diferenciação e exclusividade em meio à parentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divertida senhora tinha uma alegria que eu, honestamente, jamais tinha presenciado. Com o otimismo de quem projeta futuro e vida longa, decidira se alfabetizar quase aos 80. “Porque agora sobrou tempo”, explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua histórias encantavam as noites naquela sala de Alfabetização de Adultos. Nós, Jonathas e eu, os “professores” e todos os outos alunos adorávamos ouvi-la. Baixinha, nem muito magra ou gorda, com seus grisalhos e ondulados cabelos displicentemente presos num rabo de cavalo, Dona Márcia sempre chegava para a aula usando saias e blusas muito coloridas que comprava na feira de domingo ou ganhava de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com ela, vinha sempre aquele brilho e a alegria que, para muitos, era inexplicável. Era pobre. Muito pobre. E praticamente solitária. Perdera o primeiro filho ainda na gestação porque o marido lhe chutara durante uma briga. Os outros, moravam longe, nunca a visitavam e praticamente não davam notícia. Sua ingenuidade rendia histórias incríveis que ela contava com uma naturalidade rara e invejável. E, por mais triste e dura que fosse a realidade, ela sempre encontrava o lado bom em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Gosto tanto do menino do açougue.&lt;br /&gt;_ Eita, Dona Márcia!! Já tá de olho em outro, né? – brincava com a paqueradora senhora.&lt;br /&gt;_ Não, Dã. – respondia rindo muito _ Gosto dele porque ele nunca liga de me dar alguma coisa. Ontem fiz uma sopa de osso. Hummm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. De osso. O “menino do açougue” era mesmo muito bonzinho e quando ela ia pedir algo para jantar, ele lhe dava os ossos que, se não fossem para o prato da minha aluna, iriam para algum cachorro ou para o lixo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve também aquela noite em que falávamos sobre eleições. Era véspera da votação e estavam todos ansiosos porque iriam, pela primeira vez, assinar o nome ao invés de usar a constrangedora almofada de carimbo. E lá vinha Dona Mária com uma das suas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ah, eu sempre voto! Tem um menino lá tão legal, Dã. Ele sempre me diz direitinho que número eu tenho que apertar. Ele me ensinou e eu vou lá e aperto o 1, depois o 1 de novo.&lt;br /&gt;_ E em quem a senhora votou, Dona Márcia? – perguntei, me corroendo.&lt;br /&gt;_ Ai, não sei, mas ele disse que o candidato é o melhor. – me dizia feliz e dando sua característica piscadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o dia em que fiquei realmente tocada, foi quando, no meio da aula, ela disse que precisava falar comigo. “Preciso de um conselho”, cochichou enigmática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todos foram embora, eu, confesso, ansiosa por uma de suas histórias incríveis que seria contada exclusivamente para mim, me aproximei, sentei ao seu lado e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E então, querida, qual é o problema?&lt;br /&gt;_ Dã, é o meu namorado.&lt;br /&gt;_ Sei. O que tem ele? – disse tentando disfarçar o espanto. Ela, quase uma octogenária, estava me pedindo conselhos sentimentais. Justo para mim, uma “analfabeta” no assunto.&lt;br /&gt;_ É que eu não sei se vai dar certo. Ele é muito novo. Tem “só” 66.&lt;br /&gt;_ Ahhhh, Dona Márcia. É isso? Imagina! Se a senhora gosta dele, isso não é um problema. Ele é legal?&lt;br /&gt;_ É sim, Dã. Gosta de mim, trabalha, é bonzinho, me dá cada beijo! Hum. – respondeu com aquele olhar meio sacana que contrastava com sua figura tão ingênua e me fazendo entender que nós mulheres, queremos as mesmas coisas. E para sempre!&lt;br /&gt;_ Viu?! Não precisa se preocupar com a idade.&lt;br /&gt;_ É né? Então tá, vou falar para ele que ele pode vir morar na minha casa. Assim ele economiza no aluguel e me ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui embora surpresa e me divertindo com mais essa novidade da Dona Márcia. O namorado estava indo morar com ela. Quem diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, eu tive que deixar a alfabetização, mas ainda a encontrava de vez em quando com aquele sorriso e com aquelas histórias deliciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Márcia já ia às aulas há quase dois anos quando soube que ela estava doente. Dias depois quando a encontrei, ela não sorria. Foi a primeira vez que eu a vi triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ei!! Que carinha é essa? Fiquei sabendo que a senhora não anda muito bem. O que aconteceu?&lt;br /&gt;_ Ah, Dã. É o meu namorado. Peguei o filho da puta com outra. - nervosa ela falava palavrão, constatei.&lt;br /&gt;_ Jura? Mas por isso a senhora ficou doente?&lt;br /&gt;_ Ah, filha, eu fico muito brava. Ele veio morar na minha casa, né? E faz um negócio desses? Não tá certo, viu? Não tá!&lt;br /&gt;_ É. A senhora tem razão, mas não pode ficar doente por causa de homem!, - disse, como se eu mesma nunca tivesse tido uma febre ou dor de barriga pelo mesmo motivo.&lt;br /&gt;_ Dã, passa lá em casa. Tenho uma blusa minha que eu quero te dar.&lt;br /&gt;_ Tá bom, querida. Se cuida, hein? - e a beijei desconfiando se sua blusa da feira me cairia bem&lt;br /&gt;_ É. Eu vou ficar boa. - respondeu com um sorrizinho agora bem tímido ao contrário daqueles enormes que exibia normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela não ficou bem. Dona Márcia morreu de enfarto no chuveiro alguns dias depois. O namorado traidor a encontrou nua e caída no banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca fui buscar a blusa. E me arrependo tanto... Ainda que ficasse enorme e o modelo não me agradasse, teria passado mais uns minutinhos com uma das mulheres mais surpreendentes que já conheci. E ela, sem saber, me ensinou muito mais do que eu, que não consegui lhe passar quase nada além daquele “TARA!” que inaugurou seu caderno. Não que ela não aprendesse. Ela era sim, muito sábia. Mas não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pensei em escrever sobre a Dona Márcia depois de ver O Leitor há alguns dias. Só estava me preparando. Lembrar dela, dá muita saudade. Mas, enfim. Vejam o filme.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-6579426979534385528?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/6579426979534385528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=6579426979534385528&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6579426979534385528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6579426979534385528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/04/e-mais-inteligente-o-livro-ou-sabedoria.html' title='É mais inteligente o livro ou a sabedoria?'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-6024520753221237254</id><published>2009-04-01T11:43:00.010-03:00</published><updated>2009-04-01T13:18:25.837-03:00</updated><title type='text'>Pequenos Dramas, ou Porquê eu Faço Terapia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SdOA91CSANI/AAAAAAAAAag/gMVrIDrzgYE/s1600-h/freud.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319737384551710930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SdOA91CSANI/AAAAAAAAAag/gMVrIDrzgYE/s320/freud.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Um amor de mãe&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Passando rapidamente pela sala, ouço a tia.&lt;br /&gt;_ A Dani está tão bonita... Estava reparando outro dia.&lt;br /&gt;_ Quem? - pergunta minha mãe.&lt;br /&gt;_ A Dani.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;_ Hum, mas qual Dani?&lt;br /&gt;_ Ué! A Dani!&lt;br /&gt;_ A “minha”?!?!&lt;br /&gt;Silêncio!!&lt;br /&gt;_ Claro!&lt;br /&gt;_ Ah.&lt;br /&gt;_ É MÃE! EEEUUU, SUA FILHA, PELAMORDEDEUS! disse "delicadamente", enquanto me retirava pensando em suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Karma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tinha 12 anos. Gostava do Rogério S. e quase “morri” quando ele ligou convidando para ver Rambo III no fim de semana.&lt;br /&gt;_ Xi, minha mãe não vai deixar.&lt;br /&gt;_ Então tá. A gente se vê na escola.&lt;br /&gt;Na tão esperada hora do recreio daquela segunda feira, escondi minha Ana Maria de chocolate quando o vi se aproximando com a Tereza M. que sorria.&lt;br /&gt;_ Dani, se você não ficar chateada, eu quero namorar com a Tereza.&lt;br /&gt;_ E-e-e-e-e-uuu chateada? Imagina, né? Por que ficaria?&lt;br /&gt;Eles se afastaram e eu pensei:&lt;br /&gt;_ Idiota! Azar o dela que teve que assistir Rambo III.&lt;br /&gt;E comi meu bolinho. So-zi-nha! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tantas primaveras&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No metrô ria tanto que uma senhora fez menção de levantar e me oferecer seu banco cinza. Deve ter pensado que eu passava mal.&lt;br /&gt;Passava, é verdade. De tanto rir. O que é bom.&lt;br /&gt;Lá pelo quarto ou quinto capítulo de “Tia Julia e o escrevinhador” a vontade que dá é cancelar a agenda e devorar as páginas divertidíssimas de Mario Vargas Llosa.&lt;br /&gt;_ É. Tratamento de canal. Urgente... auhauhau – eu diria na firma.&lt;br /&gt;_ E ri tanto desse jeito quando está com dor?&lt;br /&gt;_ hauHAUhau É de nervoso. De nervoso... Huhuhuamhampft...&lt;br /&gt;Desisto de mentir e curto a ansiedade de reencontrar aqueles personagens malucos no rush, logo mais à noitinha.&lt;br /&gt;Mas de repente, meu humor não é mais o mesmo!&lt;br /&gt;O tal do escrevinhador estava afim da tal da tia. Ela, porém, além de preocupada com o parentesco (por afinidade, é bom que se diga), achava também que não tinha mais idade para se envolver com um “menino”.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, ela diz:&lt;br /&gt;“_ E o que sou eu, então, que tenho 32 (...) ? - Uma velha decrépita!”&lt;br /&gt;Humpft, pensei eu, louca por um dicionário. Não sei o que é decrépita, mas não soa nada bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Antes de encerrar, só gostaria de registrar: Mãe, você é legal.&lt;br /&gt;Ela é legal, gente. Juro&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-6024520753221237254?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/6024520753221237254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=6024520753221237254&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6024520753221237254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6024520753221237254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/04/pequenos-dramas-ou-porque-eu-faco.html' title='Pequenos Dramas, ou Porquê eu Faço Terapia'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SdOA91CSANI/AAAAAAAAAag/gMVrIDrzgYE/s72-c/freud.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-551452450385103859</id><published>2009-03-20T13:58:00.005-03:00</published><updated>2009-03-20T14:37:35.614-03:00</updated><title type='text'>É ruim, mas poderia ser pior</title><content type='html'>Atire um jiló quem nunca sentiu inveja. Assim como dizem sobre o impopular legume - confesso que nunca comi -, esse é um sentimento muito amargo. Porém, ao contrário daquele troço verde, a inveja já foi sim provada por, possivelmente, todos os mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, mulher, pode ser até uma pessoa super do bem, mas duvido que não tenha um minutinho que seja de inveja, por exemplo, da Angelina Jolie. Pode ser da boca dela, do corpaço dela, da conta bancária dela, da carreia bem sucedida dela. Ou, é claro, do MARIDO dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, rapaz que me lê, muito provavelmente, poderia invejar o Brad Pitt pelos mesmos atributos. Ele é lindo, tem fama, dinheiro e a Angelina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, você está aí na sua vida e sempre falta alguma coisa. Sem-pre! Se não estiver faltando mesmo, a gente procura. E, muitas vezes, a gente vê em outra pessoa aquilo que não tem. Até a Angelina, de vez em quando, fica carente de mais um filho, por exemplo. E vai lá em algum país subdesenvolvido e pronto. Problema resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que você, pessoa comum, pode sentir falta de coisas, digamos, mais simples. Ou melhor, sem eufemismos, ok? Não estou aqui falando só de ausência, o papo é mesmo sobre inveja. Você pode me falar sobre a invejinha boa ou inveja (que horror!) branca. Estes são os nomes que se usa para que o seu sentimento pareça mais bonzinho. Afinal, você é do bem. Temos mesmo o hábito de amenizar as coisas quando se trata do nosso umbiguinho lindo. Por outro lado se é o vizinho que te trucida com os olhos quando você chega em casa de carro novo, então ele é um maldito invejoso e que queime no inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, sejamos legais conosco e vamos usar “invejinha” para falar de pessoas boas como a gente.&lt;br /&gt;Aí, minha amiga – não eu, claro – ela, a minha amiga anda meio carente. Tem um tempo que não namora, que não recebe um chamego bem feito e nem mesmo uma declaração de amor dessas super hiper mega bregas, mas que a gente adora. Ops, a gente não. Ela, ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, era uma daquelas cenas bem normais e morninhas do dia a dia, até que ela viu o casal. Do outro lado da rua e abraçados eles pareciam felizes. Ela meio baixinha e gordinha. Ele, mais alto um pouco, com um cabelo (péssimo) com luzes*, mas enfim o foco estava naquela felicidade escancarada. Foi aí que minha amiga sentiu a invejinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não formavam um casal exatamente bonito, mas pareciam apaixonados. Olhavam-se com carinho, abraçavam-se o tempo todo e se beijavam. Muito e ali no meio da rua. Disso, minha amiga nem teve tanta invejinha assim. Ela acha que tem coisas que pegam meio mal e teve certeza disso, quando o moço, provalmente esquecendo o significado do termo “lugares públicos”, colocou, ou melhor, enfiou a mão na retaguarda da namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já torcendo o nariz e achando a cena, antes bucólica, agora bem de mau gosto, minha amiga começava a mandar para bem longe a invejinha que sentiu cinco minutos antes. Foi quando aconteceu o inesperado! Ela jura que chegou até a pensar em procurar um padre para se confessar pela inveja e garante que nunca, jamais, nem mesmo se visse o casal “Brangelina” em situação semelhante, quer voltar a sentir aquilo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico. Ou melhor, minha amiga me explicou e eu conto aqui. Depois da mão naquilo, o moço, cheirou a própria axila esquerda e pareceu perguntar: “amor, eu estou fedendo?” e ofereceu seu suvaco (palavra horrorosa, eu sei) para mocinha, que sorria enquanto inalava os odores do seu amado. Depois disso, minha amiga não se lembra mais de nada. Acho que desmaiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: a inveja, como diriam os filósofos, é uma merda. Se precisa de amargor na sua vida, escolha o jiló.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Meninos, NUNCA façam um negócio desses. Evitem até a morte tingir, mas nem sob tortura façam luzes! A gente até que gosta de grisalhos, pô! Mas achamos ridículo homem de cabelo tingido.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-551452450385103859?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/551452450385103859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=551452450385103859&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/551452450385103859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/551452450385103859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/03/e-ruim-mas-poderia-ser-pior.html' title='É ruim, mas poderia ser pior'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-9090587423995663620</id><published>2009-03-18T11:44:00.005-03:00</published><updated>2009-03-18T14:56:10.197-03:00</updated><title type='text'>Eu virtual, na vida real</title><content type='html'>Ontem no carro, lamentei não ter um CD da Arca de Noé*. Adorava as músicas e, no meio daquele dilúvio, não teve como não lembrar do evento bíblico em si e, das músicas, em especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sem CDs - aquele e mais nenhum -, tive que procurar no rádio mesmo algo que me distraísse. A menos que esteja atrasada - o que não era o caso -, não ligo para o trânsito. Se tem música, OK.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando de lá pra cá no dial, fiquei sabendo da &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,LTM0-5597-29762,00.html"&gt;morte do Clô&lt;/a&gt; e que o &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1047150-5601,00.html"&gt;Sarney&lt;/a&gt; anda tocando o terror lá no DF. Só que chegou uma hora que não aguentava mais ouvir o rádio me contar que o mundo estava acabando. “Obrigada, hein? Se não me contasse, jamais desconfiaria”, eu disse pra ele. Sim. Eu converso com as coisas. Vocês não? Hum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem muitas opções musicais, lamentei ter um celular de R$84. (pobre) Se ele fosse mais “esperto” (pobre), eu poderia jogar alguma coisa. Pensei então, em ligar para os amigos. Mas meu celular é pró-pobre (ou pré-pago. Pobre!) E o carro não é meu. (pobre). Não posso levar uma multa. (pobre!) Ah, se ele tivesse internet, então! (POOOBRE) Ficaria no MSN! Ou no gtalk. Ou daria uma passadinha no Orkut. Ou... Putz, acho que sou viciada. Mas, seria tão bom ter alguém virtual pra conversar ali no meio do caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, comecei a pensar nas minhas relações .com. Pela internet, falo diariamente com minha família, amigos, colegas de trabalho. Com a web, arrumo meus frilas, arrumo novos amigos, arrumo baladinhas com os antigos, e, às vezes, até tento “me arrumar”, se é que você me entende. ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que essa condição não é de todo ruim. O contato virtual facilita a vida mesmo. Posso “falar” com várias pessoas ao mesmo tempo e fazer outras coisas, também ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por outro lado, essa facilidade acaba nos afastando do contato pessoal. Nos acomodamos com a possibilidade de encontrar todo mundo online. Mas que falta faz o jantarzinho, a mesa de bar e o olho no olho, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nas pessoas que conheci mais recentemente, só conseguia lembrar das tantas que me chegaram via web. E comecei a buscar na memória alguma que tenha vindo de outra forma. O mais assustador é que só lembrava de gente que eu conheci por intermédio de algum contato da rede virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é exatamente ruim. Gente é gente e não importa onde eu tenha conhecido. Mas observar o quanto as relações virtuais podem “dominar” alguns departamentos da nossa vida, é bastante curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, como o trânsito não andava mesmo, e eu tinha tempo de sobra para pensar, comecei a lembrar que até meu último namoro teve muito de virtual. Especialmente no começo. Eu o conheci na balada. O que é, praticamente, um milagre de Santo Antonio. Mas, naquele dia mesmo, trocamos e-mail. Mas telefone não. “Sinal dos tempos”. E posso dizer que me encantei primeiro pelo cara dos e-mails. Isso, claro, tem muito a ver com o meu perfil. Eu preciso ler as pessoas. Me parecem muito mais interessantes e eu tenho a oportunidade de ver se existe afinidade intelectual. Ok, eu não devo ser muito normal, mas sou assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, é claro, especialmente quando o assunto envolve amor, relacionamentos afetivos, sexo, ou o nome que se queira dar, o contato pessoal é, obviamente, fundamental.  Eu posso ficar dias de papinho virtual. A vontade de tocar é proporcional ao quão interessante é o papinho. E dá faniquito! E é preciso mesmo ver logo. Porque o outro lá pode não ser tão interessante pessoalmente. Pode, sei lá, ter uma risada estranha, pode ser baixinho, ou pode, por exemplo, ter no Orkut uma foto do século passado e, hoje em dia, usar, deusolivre, bigodes! Conhecer pessoalmente seria ótimo para desfazer a fantasia. Mas se, ao contrário, ele for realmente aquilo tudo que eu acho, eu terei que aprender a conviver com o que pode vir a seguir - incluindo-se aí, a possibilidade de não vir nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que eu não sei lidar muito bem com essa coisa 100% virtual. Tenho amigos queridíssimos que conheci online, mas quero tanto ver pessoalmente. É tão mais legal abraçar do que escrever “Então até. Bjs” no fim do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive ainda mais certeza disso ontem. Depois de cansar daquele anda-para, anda-para, resolvi procurar alguém de carne e osso que me salvasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que não foi nada fácil. Quem tentou usar o celular, sabe que eles também estavam confusos. Porém, depois de umas 30 tentativas (de verdade), finalmente consegui falar com gente que estava por perto e, assim como eu, com disposição total para esticar a noite longe do trânsito. E então, foi bar, cervejinha e música animada até achar que o mundo fora dos limites do Geni Club já teria voltado ao normal. Não foi bem assim. Quando saí, já era quase hoje, mas ainda tinha trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim... Voltei ao rádio, agora mais otimista e feliz por ter visto gente boa e divertida. E pensei que deveria fazer isso mais vezes. É isso mesmo. Hoje vou sim encontrar meus amigos que estão desde o começo da semana combinando (por e-mail, claro), um baladinha pra logo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*O projeto musical dos anos 80 continua lindo até hoje. Procure no google. Se vira um pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-9090587423995663620?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/9090587423995663620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=9090587423995663620&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/9090587423995663620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/9090587423995663620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/03/na-vida-real.html' title='Eu virtual, na vida real'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-5951611149953835142</id><published>2009-03-09T13:09:00.004-03:00</published><updated>2009-03-09T14:48:07.392-03:00</updated><title type='text'>Águas de março</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SbVOczTYf4I/AAAAAAAAAZI/rQGG9aQl66E/s1600-h/ducha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 187px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SbVOczTYf4I/AAAAAAAAAZI/rQGG9aQl66E/s320/ducha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311237592268177282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ajusta a chave pra posição verão.  Deixa a água escorrer da nuca até o tornozelo passando pelas costas e por aquele vão atrás dos joelhos. Arrepio. Água fria, ou quase. Corpo quente, ou quase, dá nisso. Arrepio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chuveiro, ela pensa. Sempre faz isso. Mentira. Nem sempre, porque “está acabando a água no planeta”. O mundo em perigo está ficando cada vez mais chato. Me preocupo com ele amanhã. Hoje preciso de banho sem cronômetro, divaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanta a cabeça. Com a água na cara, lembra a cena de Psicose. Pouco antes de ser atacada, a moça embaixo da ducha olha para cima. A câmera é que olha, e continua seca. Ela nunca entendeu aquilo. Mas quem disse mesmo que tudo precisa ser compreendido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando agora para os azulejos da parede, ela se toca que a vida toda eles estiveram lá. Nem precisa fazer conta. A vida toda é isso mesmo. Desde que se lembra, era aquela imagem meio marrom, meio laranja. Feio, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos segundos já nem pensa no desenho, no padrão ou se o azulejo, e mesmo o banheiro, são bonitos ou não. O que a imobiliza por alguns instantes é o “a vida toda”. É tempo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, tem medo de imaginar por quanto tempo ainda duraria aquilo. Já estivera em outros chuveiros. Em um ou outro, por dias e meses seguidos. Sabia que poderia sempre voltar para aquele. Mas e quando não quiser mais? E se um dia não puder mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que preocupa, na verdade, é a possibilidade de ficar pra sempre naquela vida. Não só naquele chuveiro, mas no seu quarto, nas suas roupas, na sua vida. Como naqueles filmes em que a pessoa acorda e revive o mesmo dia eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que talvez ela não saiba como gostaria que fosse o dia em que não for mais assim. Ela se sente confusa. E um pouco triste. E com vontade de ir não sei pra onde, fazer não sei o que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banho tomado. Fecha o chuveiro e fica ainda alguns instantes, pensando. Ela sempre fazia isso. Desde quando era pequena demais pra virar a chave sozinha pra posição verão. Faz muito tempo. Tempo demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-5951611149953835142?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/5951611149953835142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=5951611149953835142&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/5951611149953835142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/5951611149953835142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/03/aguas-de-marco.html' title='Águas de março'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SbVOczTYf4I/AAAAAAAAAZI/rQGG9aQl66E/s72-c/ducha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-8302078752442143337</id><published>2009-02-17T16:13:00.009-03:00</published><updated>2009-02-17T16:55:06.385-03:00</updated><title type='text'>Isso aqui, meu senhor, é (foi) uma carta de amor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SZsNPbkT0FI/AAAAAAAAAYo/M7j4siP6AN8/s1600-h/carta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 181px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SZsNPbkT0FI/AAAAAAAAAYo/M7j4siP6AN8/s320/carta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303847544908140626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Querido L.,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso lembrar de você agora. Se bem que eu acredito que ninguém vai embora totalmente. Sempre fica um algo que sobra e cutuca. E então, volta o som da sua voz dizendo meu nome no diminutivo. E tem a imagem do seu cabelo e a sobrancelha que me intrigava levantando enquanto a outra repousava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, lembro de que uma vez te escrevi uma carta.  A última vez que fiz isso na vida. Planejei tudo e fiz de “próprio punho”. Mesmo com essa caligrafia que não me favorece e me faz parecer mal saída do Primário. Hoje chama Fundamental I, né? Porque o ensino não melhora, mas muda de nome. Mas, enfim... Sempre pensei que carta mesmo é assim. Palavras cursivas, garranchos de mão. Tem gente que tem letra caprichada, mas não é o seu caso também, não é? Traços feios de profissão bonita e admirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de ir à lojinha numa tarde com garoa. “Papel de carta, façavor”. “Prateleira da esquerda”. O bloco bem bonito. Na capa desenho de envelope, selo e avião. “Definitivamente, para cartas”, deduzi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa escolhi as canetas: verde para data e assinatura, azul para o resto. Fiz rascunho em folha de caderno e desejei te escrever com lápis. Minha letra sempre foi melhor assim. Mas isso é coisa de criança. Eu acho. Acabou que foi de caneta mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No papel usei as palavras mais bonitas para desenhar meu sentimento. Mas sabe do que eu mais lembro agora? Do que eu não escrevi. Voltávamos juntos do cursinho. Eu abria mão da carona para estender alguns minutos com você. No metrô, comentávamos a aula e as provas que viriam. No ônibus, o papo era política. E no fim estávamos sempre falando daquilo que sonhávamos. E eram tantos os sonhos... Falávamos de tudo, menos da gente. Porque “a gente” não existia assim junto. Só separado. Uma gente aqui, outra aí. Mas eu fantasiava, viu? Até o dia em que o assunto acabou uns cinco pontos antes da sua casa. Eu, sem saber o que fazer, fingi dormir. Encostada na janela, o ônibus chacoalhava e seu braço tocava o meu. Sentia que me olhava. Perto do seu ponto, você levantou. E quando eu achava que já tinha ido, você voltou. Reclinado, afastou meus cabelos e me deu um beijo demorado e de levinho no rosto. Senti a pele arrepiar e o coração bater tão forte que tive medo que você ouvisse. E fui embora ter insônia na minha cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te escrevi aquela carta, quis contar que me lembrava disso. Mas falei sobre a distância, sobre os caminhos diversos que escolhemos e enchi o papel com tantas amenidades, que não sobrou espaço para a intimidade. O envelope foi embora pesado de tanta letra desnecessária, quando o que queria mesmo era contar que me lembrava daquela noite no ônibus. Disse tudo, menos o que realmente queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você estava tão longe que mesmo que eu olhasse no mapa que usávamos na escola, o espaço que separava minha casa da sua seria enorme.  Se no livro, uns tantos centímetros, imagina em estrada mesmo. Dias. “Ainda bem que a carta vai voando”, pensei. E junto com ela, mandei o CD que você gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fila do correio, imaginava sua reação ao me ler e ouvir as músicas que iam junto com aquelas palavras. Surpresa então, fiquei com a ausência de resposta. Nada. Não veio uma carta. Não veio um bilhete. Não veio um telegrama. Não veio um DDD. Simplesmente não veio nada. Sufocada com tanta falta e com o silêncio, cansei de esperar pelo carteiro. E fiz o que sempre fazia. Esperei melhorar um pouco e te liguei. Feliz (feliz?) você disse ter adorado o CD. E contou que ouviu no estrangeiro e sempre se lembrava de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a carta? Eu pensava. Sobre a carta, nada. Sobre a carta, silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles tempos ansiosos de tanta distância e de mensagens que viajavam de avião, eu minguava esperando por resposta. Hoje, mal lembro da minha letra de mão, mas não perdi essa mania boba. Uso a palavra escrita para falar o que sinto. Nos dias em que tudo é digital, a carta virou e-mail e vai num click.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mundo não perdeu essa mania boba de me fazer esperar. Com a desvantagem que agora esperar começa mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que você esteja bem. E, desta vez, não espero uma resposta.&lt;br /&gt;Um beijo. De leve.&lt;br /&gt;Eu.&lt;br /&gt;P.S.: Devolve o CD. Meu endereço continua o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-8302078752442143337?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/8302078752442143337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=8302078752442143337&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/8302078752442143337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/8302078752442143337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/02/isso-aqui-meu-senhor-e-foi-uma-carta-de.html' title='Isso aqui, meu senhor, é (foi) uma carta de amor'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SZsNPbkT0FI/AAAAAAAAAYo/M7j4siP6AN8/s72-c/carta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-56172128577185089</id><published>2009-02-09T13:48:00.003-02:00</published><updated>2009-02-16T19:10:31.905-03:00</updated><title type='text'>Sem açúcar, sem afeto</title><content type='html'>Amanheceu. É fato.&lt;br /&gt;Dourado e animado, o sol traz mais um dia típico da estação.&lt;br /&gt;Verdes, agudas e estridentes, as maritacas com fome não deixam dúvida.&lt;br /&gt;Os aromas café, leite e pão confirmam: é de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, amanheceu.&lt;br /&gt;Na rua, sons. Buzinas, freios, pneus e alarmes. São os carros.&lt;br /&gt;Nas casas, sons. Vozes, gritos e algumas (bem poucas) risadas. São as gentes.&lt;br /&gt;No quintal, barulhos. Latidos, miados, um choro incessante. São os bichos. Os meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Amanheceu.&lt;br /&gt;Na TV, imagens. Trânsito, acidentes, previsão de temporal. Desligo.&lt;br /&gt;No rádio, música. As de sempre não me tocam. Não quero ouvir. Desligo.&lt;br /&gt;No computador, mensagens. Ofertas que não são pra mim, notícias que não me interessam. Mas não desligo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheceu e é segunda.&lt;br /&gt;Dia de começar algumas coisas.&lt;br /&gt;Para alguns, momento de dar fim a outras.&lt;br /&gt;E eu aqui. Querendo terminar o domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou dormir. Estou com sono. E só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-56172128577185089?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/56172128577185089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=56172128577185089&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/56172128577185089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/56172128577185089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/02/sem-acucar-sem-afeto.html' title='Sem açúcar, sem afeto'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-6134447329640755657</id><published>2009-02-05T13:28:00.005-02:00</published><updated>2009-02-05T13:40:57.801-02:00</updated><title type='text'>Respira... Inspira...</title><content type='html'>Hoje eu estou assim. Como um site que fica lá: carregando e nada acontece. Tento pensar, tento escrever, mas nada acontece. Como dizem, hoje estou sem inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, lembrei de um vídeo em Stop Motion de um artista argentino e lindo, &lt;a href="http://www.carloslascano.com/carloslascano/Home.html"&gt;Carlos Lascano&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistam, conheçam o menino e inspirem-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UZ1Tsjl9ErY&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UZ1Tsjl9ErY&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-6134447329640755657?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/6134447329640755657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=6134447329640755657&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6134447329640755657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6134447329640755657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/02/inspira-respira.html' title='Respira... Inspira...'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-7523022457234521060</id><published>2009-02-03T14:07:00.007-02:00</published><updated>2009-02-03T15:31:21.534-02:00</updated><title type='text'>Será que o meu signo tem a ver com o seu?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SYh4_h1U36I/AAAAAAAAAYI/djebxed1ZjA/s1600-h/sagitario.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 177px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SYh4_h1U36I/AAAAAAAAAYI/djebxed1ZjA/s320/sagitario.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298617994410516386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quem me conhece, sabe. Eu não acredito em quase nada. Só em mim, no meu espelho, na minha gata, nos meus amigos e parentes, em desconhecidos pela rua e nas pessoas da TV (em algumas; na Sonia Abrão, no way!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito também em bruxa, fantasma, lobo mau, Deus, Ganesha, Alá, Buda e Tupã. E como esquecer da minha fé no iching, no Tarô, nas runas e neles: os astros. Esses comediantes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, eu assino uma dessas listas. Aliás, quem não assina, né? Ah! Você não. Nem seus amigos, é? Hum. Mas sua tia sim, né? Não? Tá bom, vai. Muita gente nem liga pra essas coisas. Mas, confesso! Eu ligo! Na verdade, escolho no que acreditar e já contei isso &lt;a href="http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/parr.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; há muito tempo. Se ele, o oráculo, me agrada, uhuuu. Se me contraria, ignoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, seja como for, eu me divirto! Hoje, logo cedo abri meu e-mail e lá estava meu &lt;a href="http://horoscopo.ego.globo.com/ctl.php?mdl=Horoscopo&amp;amp;cmd=TelaExibeHoroscopo&amp;amp;CID=126&amp;amp;UsuarioCod=UV5Gwu7aQB0_twhJuGSQDWjR2LxseHVA73NJLdNyWZo%3D&amp;amp;TID=569&amp;amp;"&gt;“trânsito astrológico”&lt;/a&gt;. Será que rola congestionamento às vezes? Será que lá a Marginal deles também é um inferno? Será que algum dia um caminhão sem noção já ficou entalado na ponte? Será... Bom, voltando...&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;*&lt;/span&gt; O que me chamou a atenção especialmente hoje foi aquela palavrinha no título:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; libido&lt;/span&gt;. Opa! Curti, eu pensei... E fui adiante com a minha leitura dinâmica&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;**&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entre hoje às 11h34 e 22/02 às 18h58&lt;/span&gt; - como eles definem esses horários, Jesuis?? - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marte estará formando um ângulo harmonioso e&lt;/span&gt;  - (pula) blá, blá blá - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tende a ser um período particularmente positivo para o sexo, o prazer&lt;/span&gt; - Opa!! Curti mesmo, pensei de novo -&lt;span style="font-style: italic;"&gt; você sentirá que está irradiando um magnetismo pessoal maior...&lt;/span&gt; - (pula) procurando A Receita - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Convém aproveitar o momento, circular mais, exibir-se um pouquinho. Redobre a atenção no período que vai de 21/02 até 22/02,&lt;/span&gt; - caraca! Só um dia?&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 0);font-size:130%;" &gt;***&lt;/span&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pois a Vênus celeste estará estimulando positivamente também o seu Marte.&lt;/span&gt; - Ahh! Então tá! A Vênus estimula meu Marte, ok. Faz todo sentido - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nestes dias, boas coisas podem ocorrer no que diz respeito às questões afetivas e sexuais. Seu magnetismo pessoal estará com a corda toda! Que tal se produzir e ir à luta? Você está no seu momento, afinal!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto pessoas, eu aviso: eu “tô podendo”. Homens, cuidado comigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem verdade que não devia acreditar tanto assim nos astros. Eles têm me pregado peças! Semana passada, no dia 29, a amiga me mostrou &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u495532.shtml"&gt;notícia da Folha&lt;/a&gt; (então é sério, né?) dizendo que os astros eram favoráveis às declarações de sentimentos. Eu li. Mas nem dei bola. Só que depois, me deu um comichão! E se for verdade? E se eu perder a grande chance? E se eu guardar isso aqui pra mim e nunca mais os astros me ajudarem? O que foi que eu fiz, então? Na falta da carne e do osso dele, apelei pro virtual mesmo. Escrevi parcas linhas (obrigada Jesus pela moderação) e dei send. E???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada. Isso mesmo. Nadica. Depois de verificar se meu e-mail estava funcionado uma 127 vezes e não achar nada, eu desencanei (ô!). O mundo voltou ao normal. Os astros idiotas retornaram ao seu dia-a-dia de engarrafamentos astrais e eu, relaxei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa! Mas só agora me toquei de uma coisa! Semana passada eu não estava sob essa influência estelar tão lasciva. Meu Marte não estava tão harmonioso como hoje e eu certamente, não estava assim tão irresistível! SÓ pode ser isso! Ah, que bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, tchau que eu preciso dar send num negócio aqui. Desejem-me boa sorte. Se bem que nem preciso porque hoje a minha libido está dinâmica e frenética e agitada e sacolejante e toda saidinha! Me segura! Me aperta, me beija e dá um cheirinho aqui, ó! Uhuu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);font-size:130%;" &gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;N.E.: a autora é sagitariana. Sabidamente, pessoas nascidas sob este signo são distraídas e esquecem muito de&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0); font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;**&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;N.E.: sagitarianos fazem leitura dinâmica. Não, eles não são super espertos e ágeis. São ansiosos mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 0);font-size:130%;" &gt;***&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;N.E.: esses astros querem me enrolar! 21/2 é a sexta-feira antes do Carnaval. Até a Sonia Abrão fica mais sexy no feriado mais  sacana do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-7523022457234521060?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/7523022457234521060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=7523022457234521060&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/7523022457234521060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/7523022457234521060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/02/sera-que-o-meu-signo-tem-ver-com-o-seu.html' title='Será que o meu signo tem a ver com o seu?'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SYh4_h1U36I/AAAAAAAAAYI/djebxed1ZjA/s72-c/sagitario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-7607244733974913204</id><published>2009-01-23T12:26:00.007-02:00</published><updated>2009-01-23T15:06:28.071-02:00</updated><title type='text'>Tudo bem, vamos tê-lo*</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SXnTshFd3hI/AAAAAAAAAWo/ThiXcaR1oxo/s1600-h/ovulo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 183px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SXnTshFd3hI/AAAAAAAAAWo/ThiXcaR1oxo/s200/ovulo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294495598699732498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;__ Tô pensando em congelar... , - disse antes de tomar o último gole do chope.&lt;br /&gt;__ Seus óvulos?!?!? Tá louca, né?? – respondeu a amiga quase engasgando.&lt;br /&gt;__ Outro dia vi na TV. A moça tem 32 e já congelou. E olha que ela é casada... Ca-sa-da!.&lt;br /&gt;__ ..., - a amiga. Agora quieta. Elas duas e a moça da TV têm a mesma idade.&lt;br /&gt;__ Se bem que eu falei isso pro meu ginecologista e ele reagiu como você: “tá louca!?!?!?”. Aliás, foi pior que você. Ficou rindo da minha cara, o sacana!&lt;br /&gt;__ Pois é! A medicina está muito avançada! Hoje tem mulher com mais de 40 tendo filho! E nós, ao contrário de nossas mães, estamos primeiro investindo na carreira. Além disso, a gente quer aproveitar a vida ao máximo, conhecer gente, viajar, beijar muito na boca e se divertir antes de ter um filho e um marido e uma casa e um tanque de roupa pra lavar e... – como quem procura desculpas pra si mesma, a amiga se empolgou e despejou o senso comum - muito útil nesses momentos - na mesa do bar.&lt;br /&gt;__ Ai! Tanque não! Para, vai! Que eu acabo desistindo de filho quando lembro que o marido, a casa e tudo o mais vêm junto... – e pediu a conta.&lt;br /&gt;__ Ah! Mas tem que ter marido. É mais legal se for assim, direitinho...&lt;br /&gt;__ Sei não...&lt;br /&gt;E pagaram os chopes.&lt;br /&gt;__ Tchau, gata.&lt;br /&gt;__ Beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram embora. Cada uma pro seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado isso. A primeira é do tipo que só namora. E leva em casa. E conhece os pais dele. E fica amiga das cunhadas e da sogra. É também do tipo que fica meses sem se envolver com ninguém. Sem beijar ninguém. E sem etecétera com ninguém, especialmente. Ela explica que faz isso pra se preservar. Mas na verdade, é pra preservar os meninos mesmo. Porque cai de amores. Se apaixona louca e desesperadamente. Então é melhor que tenha moderação. Por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a amiga é mais “desencanada”. Do tipo que acredita existirem homens pra casar e outros, não. E curte os que não são até aparecer aquele que é. E realmente pensa em casamento. No cartório e na igreja, como diria Seu Jorge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No MSN, no dia seguinte, falaram sobre isso de novo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;... ah, eu acho q não precisa do marido não. Toparia linda uma produção independente. :D&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Outra diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu quero tudo direitinho. Casamento, casa, marido, filho, batizado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ai que preguiça...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser uma fase. Ela já quis isso tudo. Teve um “noivo” até, vejam só. No tempo em que as pessoas noivavam. Faz muito tempo, claro. Foi no século passado. E depois do noivo, vieram várias outras tentativas. E ela encontrou até o pai perfeito para os filhos que quer ter. Mas ele, como o noivo e os outros todos, foi embora. Deve ser por isso. Cansou, a pobre. E agora fica achando (ou tentando se convencer, quem sabe) que é muito complicado isso de ver todo dia, conviver, dividir a vida, a cama, o chuveiro e o filho. Todo dia e “pra sempre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que do jeito que escolhe, vai acabar mesmo tendo é que recorrer a um banco de esperma. Ou a um amigo gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum. Acho que ela tem que começar a sair mais com a amiga e aprender com ela algumas coisinhas. É como em Economia. Não se deve depositar todos os ovos numa cesta só. É como no poker. Não se apostam todas as fichas num jogo só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai pro MSN:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma diz:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amiga? Vc tá aí? Qual é a boa pra hj à noite?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Os mais observadores já  repararam que somente em excessõezissímas (neologismo by Chico Buarque) eu não uso trechos de músicas como título. Este verso é de &lt;a href="http://letras.terra.com.br/frejat/1331841/"&gt;uma do Frejat&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-7607244733974913204?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/7607244733974913204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=7607244733974913204&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/7607244733974913204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/7607244733974913204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/01/tudo-bem-vamos-t-lo.html' title='Tudo bem, vamos tê-lo*'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SXnTshFd3hI/AAAAAAAAAWo/ThiXcaR1oxo/s72-c/ovulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-5391532114123052185</id><published>2009-01-23T12:19:00.006-02:00</published><updated>2009-01-23T13:33:30.978-02:00</updated><title type='text'>É de enlouquecer</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SXnSN2TFw9I/AAAAAAAAAWg/wYcR5v3-Oms/s1600-h/e_saopaulo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 161px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SXnSN2TFw9I/AAAAAAAAAWg/wYcR5v3-Oms/s200/e_saopaulo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294493972306445266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que amo e odeio em São Paulo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Livrarias. Pra sentar e ler sem pagar, pra comprar mesmo, ou pra ver e ouvir gente legal.&lt;br /&gt;- Música. De todo tipo. Da ruim às boas. Das caras às de graça.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.museulinguaportuguesa.org.br/"&gt;Museu da Língua Portuguesa&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=187831"&gt;Torre do Banespa&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;- Teatros. Apesar do preço.&lt;br /&gt;- E viva o &lt;a href="http://www.sescsp.org.br/"&gt;SESC&lt;/a&gt;. Qualquer um.&lt;br /&gt;- Cinemas (às quartas pra pagar meia).&lt;br /&gt;- Jogo do &lt;a href="http://www.saopaulofc.net/v4/"&gt;tricolor&lt;/a&gt; no Morumbi (tri, tetra, penta e hexa) .&lt;br /&gt;- Metrô. Fora do rush, of course.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.beneditocalixtoapraca.com.br/"&gt;Praça Benedito Calixto&lt;/a&gt;. Com dinheiro, é melhor.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.guiadavila.com/"&gt;Vila Madalena&lt;/a&gt;, onde eu queria morar.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Carr%C3%A3o"&gt;Vila Carrão&lt;/a&gt;, onde eu moro.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Avenida_Paulista"&gt;Avenida Paulista&lt;/a&gt;, onde eu comecei a dançar essa semana e por ser "quem" é.&lt;br /&gt;- Café da manhã na padaria.&lt;br /&gt;- Comida japonesa, italiana, indiana, gaúcha, mineira, baiana e até vietnamita (nunca comi, mas se eu quiser, tem).&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.mercadomunicipal.com.br/"&gt;Do Mercadão&lt;/a&gt;. Pra gastar R$ 1,50 com condimentos e, às vezes, pra um pastel.&lt;br /&gt;- De feiras em geral.&lt;br /&gt;- Caldo de sururu no &lt;a href="http://www.revistapaisa.com.br/anteriores/ed9/alesobrebotecos.shtm"&gt;Rancho Nordestino&lt;/a&gt;. A R$ 3.&lt;br /&gt;- Qualquer pizzaria. Até quando é ruim, é bom.&lt;br /&gt;- Chope a qualquer hora.&lt;br /&gt;- Cotoxó, onde eu morei e &lt;a href="http://www.ivaldobertazzo.com.br/"&gt;dancei&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;- PUC, onde estudei e &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=13ZeZC3Vwps"&gt;dancei&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;- Gente. De todas as cores, com todos os sotaques, com tantas histórias.&lt;br /&gt;- Bichos. Gato, cachorro, maitaca, passarinho.&lt;br /&gt;- E do trânsito. Sim. Pra ouvir música e &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=186372"&gt;cantar bem alto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio:&lt;br /&gt;- Trânsito. Com hora marcada, com o relógio correndo e com o rádio quebrado ou roubado.&lt;br /&gt;- Ladrões. De rádio e, principalmente dos que atiram.&lt;br /&gt;- “Polícias” que se acham.&lt;br /&gt;- Gente que se acha. Mas isso não é exclusividade nossa.&lt;br /&gt;- Fila. No banco especialmente. No teatro, tudo bem.&lt;br /&gt;- Sujeira. Na rua, no ar, nos rios.&lt;br /&gt;- Gente mal educada. Em qualquer lugar.&lt;br /&gt;- Gente estressada. Até eu, muitas vezes.&lt;br /&gt;- Bichos. Na rua e mal cuidados. E das pombas, coitadas. São detestadas.&lt;br /&gt;- Do preço das coisas. (Mas isso é culpa mais do meu orçamento do que da cidade).&lt;br /&gt;- Barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum. Acho que tem mais coisas pra amar do que pra odiar.&lt;br /&gt;Feliz aniversário pra nossa cidade e parabéns a todos nós que conseguimos viver e sobreviver nesse caos delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? O que mais ama e mais odeia em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://portal.prefeitura.sp.gov.br/noticias/sec/participacao_parceria/2009/01/0006"&gt;Amanhã tem show da Vai-vai, Seu Jorge e Portela&lt;/a&gt;. Na sequência e de graça. No Vale do Anhagabaú. Vamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-5391532114123052185?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/5391532114123052185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=5391532114123052185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/5391532114123052185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/5391532114123052185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/01/minha-casa.html' title='É de enlouquecer'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SXnSN2TFw9I/AAAAAAAAAWg/wYcR5v3-Oms/s72-c/e_saopaulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-4937085167224909500</id><published>2009-01-16T16:07:00.005-02:00</published><updated>2009-01-16T16:48:29.993-02:00</updated><title type='text'>Chega mais, chega mais...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SXDOKeWDHsI/AAAAAAAAAWA/DpKf_y49FxE/s1600-h/lapis_amarelo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 123px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SXDOKeWDHsI/AAAAAAAAAWA/DpKf_y49FxE/s200/lapis_amarelo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291956241499889346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tinha cinco e estava no pré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Olha o que sei fazer, falei despretensiosa para o menino X.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Noooossa!! – gritou ele, mais empolgado do que eu gostaria. _ Ela faz a parte amarela do lápis mexer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom que se explique: eu tinha uma caixa com uns 237 zilhões de lápis coloridos. Lindos. Mas com defeito. A “mina”, o grafite - no caso, colorido – soltava dentro da casquinha. Eu então conseguia puxar pra lá e pra cá. Não é nada demais, mas aos cinco uma criança acha coisas assim muito divertidas. Eu achava. Pelo menos até aquela manhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nooooooooossa! - Esperneou novamente o sequelado!&lt;br /&gt;_ Que legal!! É muito legal mesmo! (Gente, esse menino tinha um problema, né???) – Pronto. Você agora é a minha namorada. Vou falar pra todo mundo que minha namorada é mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O queeeeeeeeee?!?! - Quem perdia o controle era eu!&lt;br /&gt;Se eu tivesse tido alguma reação além de quase explodir de tão vermelha, teria dito:&lt;br /&gt;_ Que namorada o quê, seu palhaço! Quem você pensa que é? Só porque meu lápis se mexe?? Ele está com defeito, ô retardado! Não percebeu não, sua anta!! E além do mais, eu odeio meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, vocês sabem: EU NÃO SOU GAY. Mas, quando eu era criança, até uma certa idade, existia uma guerra dos sexos declarada. Hoje em dia, não. Com pouco mais de cinco tem gente já fazendo coisas que, na minha época, só aconteciam quando a gente já tivesse idade (ou pelos) suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tabus e referências (pré) históricas à parte, esse episódio me faz pensar nas coisas que fazemos na hora da conquista. Eu não queria conquistar aquele bocó. Mas se quisesse, ele estava no papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, quem dera hoje fosse fácil assim. Se vocês tivessem tempo, eu contaria aqui tudo o que já fiz para conquistar meninos. Para resumir, tirando coisas (muito) ilícitas, escândalos públicos e mudar de time, eu já devo ter ultrapassado o limite do razoável algumas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não tem jeito. Quando eu me encanto por alguém, sai da frente! Eu gosto de paparicar quem está do meu lado. E sabe por quê? Sendo bem honesta mesmo, é porque espero que façam isso por mim. Sempre achei que quem dá demais, espera demais também. Eu dei muito. Normalmente dou muito mesmo (Não estou falando de sexo. Óbvio). E sabe o que tenho conseguido com isso? Humpft. Não que eu ache que só devemos dar na medida exata daquilo que recebemos. Não é assim. Só que não fui eu quem inventou isso. É da sua e da minha natureza: a gente também quer carinho e atenção. E uma massagem nos pés, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, este é um dos tantos recursos que usamos e um dos que eu mais gosto. Massagem nos pés, nas costas, no corpo todo, sempre ajuda. Mas quando apresentamos a ele nossas habilidades manuais, outras etapas já foram superadas. A massagem só ajuda a manter as coisas digamos, amaciadas. A coisa pega mesmo bem antes disso. Primeiro você conhece alguém por quem se interessa. E, se isso aconteceu, é bom que vocês tenham coisas em comum. Caso contrário, caia fora. Relacionar-se com as afinidades do outro já é difícil. Com as diferenças, então... Mas se existe sintonia não será sacrifício algum se aprofundar no universo dele. Isso também vai lhe agradar. Então, de repente, lá está você pensando em como e no que fazer. Você ouve as músicas “dele”. Lê os livros “dele”. Quer descobrir uma forma de conhecer os amigos e os lugares “dele”. E monta estratégias. E pensa, e começa de novo a investir neurônios “nele”. E mesmo quando tudo isso não dá em nada, você não aprende! Masjura que nunca mais vai ser assim, que agora chegou, que da próxima vez vai deixar “ele” te conquistar e pronto... É. Você é uma boba mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora pelo menos eu sou uma boba experiente. Vou continuar fazendo o que quero. Não me incomodo em me doar ou me entregar por um bom romance. Mas conquistar e ser conquistada já não é mais tão simples. Não tenho mais cinco (graças a Deus). Já cheguei aos 32 (ai!). E muita coisa aconteceu. Quando eu me interesso por um menino (homem), eu carrego aqui comigo tanta bagagem... É ela, a minha experiência, quem determina (e restringe fundamentalmente) as minhas escolhas. Mas definitivamente já aprendi que não é ela quem vai me transformar em outra pessoa. Só tenho sido mais cuidadosa (aleluia!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora eu estou aqui. Usufruindo (tentando) de toda a maturidade que os anos me deram. Pois é, “jovens”. Tenham paciência. Em poucos anos, vocês vão lidar melhor com essa coisa que se chama Relacionamento, com muito mais segurança e menos fantasia*. E, na pior das hipóteses, você vai ter agregado as coisas boas, as músicas, os livros, as viagens, o mundo e bons hábitos de toda essa gente que passou pela sua vida. Você vai se tornando vários e ficando também cada vez mais interessante. Sorte de quem te encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, mas antes de nos despedirmos, preciso confessar. Conquistar às vezes cansa tanto que às vezes, tenho vontade de encontrar aquela minha caixa de lápis defeituosos e testar se ainda encanta algum menino por aí. Ó vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;* Não acreditem em tudo o que vocês leem (sem o ^ - viva o acordo ortográfico). A essa altura da vida e eu ainda não aprendi muito bem a evitar a fantasia. E, acreditem ou não, ainda me encanto por ele, o Homem Imaginário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-4937085167224909500?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/4937085167224909500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=4937085167224909500&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/4937085167224909500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/4937085167224909500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/01/chega-mais-chega-mais_16.html' title='Chega mais, chega mais...'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SXDOKeWDHsI/AAAAAAAAAWA/DpKf_y49FxE/s72-c/lapis_amarelo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-6793591462741508107</id><published>2009-01-08T14:51:00.003-02:00</published><updated>2009-01-08T14:58:05.762-02:00</updated><title type='text'>Muito, mas muito mais feliz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SWYvsq3vecI/AAAAAAAAAVY/6wXf-bA4ChM/s1600-h/pes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 189px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SWYvsq3vecI/AAAAAAAAAVY/6wXf-bA4ChM/s200/pes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288967256862063042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O Santuário Salto do Raizama é um dos passeios da Chapada dos Veadeiros. A trilha, com cerca de quatro quilômetros de caminhada (ida e volta), inclui vários pontos de parada. Há locais com piscinas e quedas. No final, dentro de um maravilhoso cânion e em uma queda de 60 metros, o Raizama dá o seu salto e desemboca no Rio São Miguel...&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/guia/santuario-salto-do-raizama"&gt;*&lt;/a&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma descrição da web ou horas te contando, não daria a dimensão daquele lugar. Próximo à Vila de São Jorge, no município de Alto Paraíso em Goiás, o Raizama fica nas proximidades do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Lugar, aliás, onde tudo é lindo. Tudo te encanta e tudo é enorme. Mas no Raizama eu tive um “troço”. Morri de medo. Quase não conseguia chegar perto o bastante para ver a beleza da cachoeira e de seus cânions. Foi um lugar onde me senti meio oprimida, meio sem ar, meio sem pernas, meio sem rumo, mas totalmente enfeitiçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo da Vila disse que eles lá acreditam que o Raizama tem uma energia Yang, masculina. E eu, quietinha pensei: Ah! Agora eu entendi. Humpft. Será que vou passar a ter medo de homem? NÃO! Isso não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo me recuperei desses instantes de viagem interdimensional, mas até agora não me esqueci daquele cheiro, daquele som, daquelas cores e da imensidão daquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi só uma das tantas cachoeiras que visitei. Para chegar a algumas delas, andei por trilhas incríveis. Num único dia, percorri mais de 12 km no “meio do mato”. Subindo e descendo de lugares inacreditáveis. Pelo menos pra mim. Já tinha feito coisas semelhantes, mas nada parecido com aquilo. Foi um desafio e eu superei. Sem sofrer, sem chorar, sem reclamar. Ao contrário. Teria feito mais e mais. E à noite, pra “relaxar”, ia pro bar com os amigos. E a cama só me veria pouco antes do sol nascer. Sem problemas. Dia seguinte, estava pronta pra horas de caminhada e ansiosa por conhecer outros pedacinhos do paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso. Conto que cheguei em casa, abri meu computador pronta para escrever as Resoluções de Ano Novo, versão 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece com todo mundo. Com a minha mãe e com meu pai, meus irmãos, meus amigos, meus vizinhos e até com a minha vó. É inevitável. Deu meia noite do último dia do ano e não existe pessoa que não pense: e agora?  E há quem faça uma lista de metas no capricho respeitando todo um processo. Primeiro é preciso parar uns minutos em silêncio e fazer uma revisão do ano que termina. Em seguida, definem-se as prioridades. Tem quem goste de escrever à mão e defina só uma ou duas metas. Mas tem aqueles que se empolgam e escrevem praticamente um livro. É meta pra isso, meta praquilo, meta pra não sei mais o quê. É tanta coisa que às vezes parece que uma vida não seria suficiente pra realizar tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem todo esse tipo de gente. E tem eu. Esperei voltar de viagem pra fazer a tal listinha. Foi então que achei nos arquivos o documento que escrevi no ano passado. Quando estava quase trocando o 2008 por 2009 no título, desisti. Besteira registrar um monte de coisas que eu não vou cumprir. Pra quê? Só pra me sentir mal depois? Não! Primeira importante decisão do ano: não fazer uma lista de metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se quem pensa: Pronto, despirocou de vez! Adolescência tardia é fogo e etc. Mas não é nada disso. Só me toquei que não preciso registrar um monte de coisas que estou sentindo agora como um compromisso pra 12 meses. Na minha lista do ano passado, algumas coisas eu já tinha realizado em fevereiro. Outras, eu nunca fiz e nem vou fazer. Simplesmente porque meus planos mudaram no meio do caminho. E não é assim com todo mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessa sensação de que não preciso registrar nada, acontece também que minha virada de ano foi espetacular. Se eu superei alguns medos, aprendi a respeitar meus limites e entender que existem forças muito maiores e incontroláveis, independentemente de nossa vontade, como a de uma cachoeira, eu posso muito mais coisas do que supunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em detrimento de ter tido um 2008 em que aconteceram coisas bem complicadas e tristes. Por outro lado, conheci pessoas interessantíssimas, lindas, divertidas e lugares onde posso ser eu mesma. E, mais do que isso, descobri que gosto de ser quem sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro e óbvio que tenho muitas metas para este ano e para a minha vida. Mas são desejos tão, mas tão, mas TÃO importantes e fortes para mim que não me abandonam nunca. Estejam num papel, esquecidos num computador ou não. E esses eu vou realizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui até o Salto do Raizama, gente. Eu posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz ano novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-6793591462741508107?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/6793591462741508107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=6793591462741508107&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6793591462741508107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6793591462741508107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2009/01/muito-mais-muito-mais-feliz.html' title='Muito, mas muito mais feliz'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SWYvsq3vecI/AAAAAAAAAVY/6wXf-bA4ChM/s72-c/pes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-5038954993178324400</id><published>2008-12-11T16:30:00.003-02:00</published><updated>2008-12-11T17:48:10.599-02:00</updated><title type='text'>Quem é você?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SUFeXucFEiI/AAAAAAAAATo/-xWPOiuiT-s/s1600-h/bike.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 192px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SUFeXucFEiI/AAAAAAAAATo/-xWPOiuiT-s/s200/bike.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278603999950737954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E então é dezembro. Sim. É um clichê. Mas eu vou dizer assim mesmo: o tempo voa. Ainda outro dia, estava comendo Rabanadas da Rê. Já se vai um ano. E além de querer provar novamente o quitute natalino preparado pela minha irmã, milhares de outras coisas aconteceram. No mundo (mas isso é assunto para a Retrospectiva 2008) e comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu tenho 32 (quase). Sim. É um clichê. Mas eu vou dizer assim mesmo e novamente: o tempo voa. Ainda outro dia eu tinha 10. Lembro perfeitamente (ou quase). E o que aconteceu? Graças a Deus, milhares de coisas. A maior parte delas, muito boa. Outras, nem tanto assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, é fato que agora eu sou mais madura. Pelo menos tenho umas ruguinhas. Aqui ó. Perto do olho. E uns cabelos brancos, que escondo com química. Claro que não é só isso. Se tem algo bom em envelhecer, é que junto com a idade, vem também a experiência. Que o diga minha vó de 81 anos. Ela é a pessoa mais sábia que conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, vejam bem: experiência é como uma bicicleta. Não adianta ter se você não usa. E eu falo isso para mim mesma: tanto a bicicleta como minha experiência, às vezes ficam meio esquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao contrário da “magrela”, a experiência está o tempo todo com você. Às vezes, a gente se esquece de usar, é verdade. Mas que está aí, está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho pensado muito nisso. Carregamos tanta coisa durante a vida e vamos nos transformando. Mas... Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia quando eu tinha 10, obviamente eu não sabia direito quem seria. É fato que não me preocupava com isso. Mas, guardadas as devidas proporções, 22 anos se passaram e ainda não sei bem quem sou. Ou melhor, sei, mas é que sou tantas, que me confundo. O ideal, talvez, seja dizer quem eu ESTOU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A quem interessar possa", ando muito bem. Principalmente, desde que comecei a perceber que isso depende da perspectiva. Encontrei uma amiga que não via há tempos. Ela, toda animada, me perguntou como eu estava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Beemmm!&lt;br /&gt;_ E o trabalho?&lt;br /&gt;_ Ah, larguei! Tava cansada!&lt;br /&gt;_ E o namorado?&lt;br /&gt;_ Xiiii...&lt;br /&gt;_ Hum... Ah, mas e seu apê lindinho?&lt;br /&gt;_ Voltei pra casa dos meus pais.&lt;br /&gt;_ Ah tá... – disse se afastando, meio constrangida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu estivesse com TPM ou de mal com o mundo, poderia ter me sentido loser no nível máximo. Mas não. Desde aquele dia, eu penso que justamente por não ter nada, posso ter e ser tudo o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://azulgardenia.com/?p=293"&gt;“Se eu fosse eu”&lt;/a&gt;, a Clarice Lispector fala dessa sensação curiosa de estranhamento sobre nós mesmos que nos arrebata de vez em quando. Sobre o quanto as circunstâncias, o mundo em que vivemos, nossa casa e tudo mais, o quanto isso determina que não sejamos exatamente o que gostaríamos, mas sim aquele que será aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, pessoas, eu tenho tentado ser eu. Espero acostumar comigo mesma e fazer da minha biografia um algo muito mais interessante. Eu que queria ser atriz, sou jornalista, quase cientista social. Sou também artesã eventual, fui (quase) dançarina, quis ser massagista, fui e quis ser de novo empresária e umas tantas outras coisas. Mas nunca fui muito o que gostaria de ser. Ou talvez, o que realmente quero ser é tudo isso e mais um pouco. No fundo, no fundo, queria ser cantora (ai, como eu sou confusa). Ah! &lt;a href="http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/desejo-doido-de-gritar.html"&gt;Isso eu já fui&lt;/a&gt;. Por uma noite e por uma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prometo (tentar) me comportar, mas, parafraseando Clarice, “acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua porque até minha fisionomia teria mudado. (...) Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho, por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a autora me provocou, faço o mesmo agora: “Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria?”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-5038954993178324400?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/5038954993178324400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=5038954993178324400&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/5038954993178324400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/5038954993178324400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2008/12/quem-voc.html' title='Quem é você?'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SUFeXucFEiI/AAAAAAAAATo/-xWPOiuiT-s/s72-c/bike.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-6844021786669497099</id><published>2008-11-17T16:22:00.004-02:00</published><updated>2008-11-17T16:55:44.926-02:00</updated><title type='text'>Love Is A Losing Game</title><content type='html'>Hoje eu te procuro, Apaixonado.&lt;br /&gt;A você que nem sequer conheço.&lt;br /&gt;Imagino te encontrar de repente.&lt;br /&gt;Eu, no carro. Você na rua.&lt;br /&gt;O contrário também vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu te fantasio, Apaixonado.&lt;br /&gt;Chegando com flores.&lt;br /&gt;Não rosas. Algo menos óbvio.&lt;br /&gt;E com um violão. Cantando para mim.&lt;br /&gt;O contrário não vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu te espero, Apaixonado.&lt;br /&gt;Sorrindo e com os olhos brilhando.&lt;br /&gt;Sem palavras e com um bilhete.&lt;br /&gt;Com carinho e massagem nos pés.&lt;br /&gt;O contrário? Vou pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu te desejo, Apaixonado.&lt;br /&gt;Sem orkut. Sem msn. Sem @seilaoque.&lt;br /&gt;Pessoalmente. Vem e fala na cara.&lt;br /&gt;Declare-se, implore.  E chore muito! Eu deixo.&lt;br /&gt;O contrário, nem pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te procuro, fantasio, espero e desejo&lt;br /&gt;Só pra desprezar, dizer não e mandar embora.&lt;br /&gt;Desculpa, mas eu mereço me vingar.&lt;br /&gt;Não de você, pobre coitado.&lt;br /&gt;Da vida. E que se dane.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-6844021786669497099?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/6844021786669497099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=6844021786669497099&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6844021786669497099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/6844021786669497099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2008/11/love-is-losing-game.html' title='Love Is A Losing Game'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-7518957599163150440</id><published>2008-11-01T12:53:00.002-02:00</published><updated>2008-11-01T12:57:14.228-02:00</updated><title type='text'>O que eu também não entendo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SQxtqhwZjxI/AAAAAAAAASA/2qEToGWCBXs/s1600-h/what.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 233px; height: 131px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SQxtqhwZjxI/AAAAAAAAASA/2qEToGWCBXs/s400/what.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263702641872572178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Filósofos e padres e místicos.&lt;br /&gt;Também poetas e músicos e pintores.&lt;br /&gt;E, é claro, minha mãe e meu pai e minha vó.&lt;br /&gt;E os médicos e psicólogos e terapeutas.&lt;br /&gt;E, veja só: Jesus e Nª Senhora e Maria Madalena.&lt;br /&gt;Até os cães e gatos e golfinhos, por que não?&lt;br /&gt;Todos tentam. Você, eles e euzinha, incluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns é da natureza das gentes e dos bichos. Outros reduzem: é hormonal. Tem quem diga: Vai passar e até acabar. Pessoas garantem: O das mães é incondicional. Outros dizem: Ele morreu por ter um “disso” enorme por nós. Tem até quem cante que “nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito” são maiores ou mais bonitos do que esse “negócio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que sempre julguei saber explicar esse “troço”. Começa com um comichão e, de repente, te toma de um jeito que não tem mais jeito. Mas, assumo: Não devo saber nada sobre o “assunto”. Posso até falar sobre “isso” por aí (e por aqui). Ilusão minha: não entendo “disso” não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. Até outro dia, jamais me dera conta da minha ignorância. Ao contrário. Achava que podia me dizer quase especialista. Aí, aconteceu! Eu ouvi, mas foi sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele cultivava um “desses” por ela. Era nítido. Ria mais e cantava mais e tocava mais. Até cuidava mais dele mesmo e da casa. Ela também. Parecia feliz. E parecia retribuir o que ele dava a ela. Mas alguma coisa deu errado. Ele gritou e chorou. Ela também. Ele disse palavras horríveis: “você é uma filha da puta que apareceu na minha vida”. E mais: “é uma vagabunda, sua mãe mesmo me disse”. Sim, a mãe, aquela do incondicional. E falou mais. E gritou mais e chorou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, eu pensei: acabou. Nada. Horas depois, estavam juntos de novo. E rindo de novo. E tudo de novo. Ué, mas o “aquilo” que se sente pelos outros, não pressupõe um anterior por nós mesmos? Pelo menos, não é que dizem por aí? Vai ver que não. Ou não neste caso. Tanto um como outro, machucaram-se. E se ofenderam. E pisaram e cuspiram no que um dia foi bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já deixei me magoarem. Já aceitei não ter nada em troca. Já me permiti sentir sozinha. Mas uma coisa eu digo: Nunca, em tempo algum, nem em mil anos, nem se Jesus Cristinho em pessoa pedisse, nem se eu nascesse de novo, eu voltaria para o filho da puta que me chamou de vagabunda. E mais: Nunca, em tempo algum, nem em mil anos, nem se Jesus Cristinho em pessoa pedisse, nem se eu nascesse de novo, tudo de novo, eu aceitaria de volta alguém que me fizesse falar coisas tão horríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ver a culpa é “dele”, o sentimento. Deve mesmo ser verdade: A alguns, ele emburrece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que puxa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-7518957599163150440?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/7518957599163150440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=7518957599163150440&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/7518957599163150440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/7518957599163150440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2008/11/o-que-eu-tambm-no-entendo.html' title='O que eu também não entendo'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SQxtqhwZjxI/AAAAAAAAASA/2qEToGWCBXs/s72-c/what.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-2586852171101780871</id><published>2008-10-23T23:34:00.010-02:00</published><updated>2008-10-23T23:49:28.821-02:00</updated><title type='text'>Super, fantástico amigo!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SQEo3U0BtEI/AAAAAAAAAR4/jc3xz4Jh_Ms/s1600-h/amigo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 176px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SQEo3U0BtEI/AAAAAAAAAR4/jc3xz4Jh_Ms/s200/amigo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260530770690290754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;E se de repente, alguém fala mal de amigo seu? E se ofende, então? Ah, você vira bicho. Só falta morder! E se dá conta do tanto, mas tanto, tantão mesmo, que gosta dele. Ou dela.&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Você então, se lamenta por não demonstrado isso mais vezes. Falar até que é fácil, mas e provar? Aí, você fica contando todas as vezes que deixou de encontrá-lo porque estava com preguiça. Ou porque estava amando e achava que ele (ou ela), merecia mais sua atenção do que o amigo. Besteira, hein? Amigo de verdade, mesmo, não some do nada. Amigão mesmo, não te deixa ir embora chorando sem ligar depois pra saber se você está bem. E vivo. E sóbrio. Hic!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E é nessa hora que você se arrepende. E entende porque seu amigo, às vezes também não te deu muita bola. É uma troca, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou usar uma historinha pra explicar melhor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era uma vez uma turma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Era final de campeonato e o Amigo era o lider do time!&lt;br /&gt;Puxa vida! Era o dia mais importante da vida para ele!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ?&lt;br /&gt;Ele começa a escolher quem vai jogar:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; _ “E vem o Zé, e o Mané, e o Dedé”.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E todo mundo vai. Menos você. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt; Só que o time está formado e você ficou de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-style: italic;"&gt; E todos (menos você) viveram felizes para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, gente. Eu não fui dispensada do time de futebol do bairro. Eu seria, claro, porque sou pior que o pior dos piores jogadores do mundo. Mas acho que deu pra entender a analogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não fui chamada pro "jogo", porque muitas vezes, não fui “no treino” e não “emprestei a minha bola”. Eu poderia estar triste (fiquei um pouco). Mas foi bom! Eu entendi que devo cuidar melhor do “time”. E estou tentando fazer isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Eu falei lá em cima sobre como a gente fica quando alguém ofende um amigo. Pois é. Enquanto é assim, só falando mal, você tem armas. E as usa. Xinga o fulano que fala mal do seu amiguinho e pronto. Está feita a vingança. Mas, e quando a ofensa não pára. E quando um amigo seu sofre uma traição gigante, ou quando alguém o ofende publicamente usando palavras que não deveriam nem ter sido inventadas, muito menos, pronunciadas?! Aí, você não sabe o que faz, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se pega pensando em métodos de tortura e sente até prazer com isso. Mas não dá. Você não é um sádico maluco. Você só está com raiva e machucado pelo amigo, como se tivessem te pisado o próprio calo. Mas não dá pra partir pra ignorância. Então, o que você faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Em homenagem aos meus amigos que eu amo.&lt;br /&gt;Vou  tentar não perder muitos treinos, mas não prometo nada.&lt;br /&gt;Sou assim: dou defeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-2586852171101780871?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/2586852171101780871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=2586852171101780871&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/2586852171101780871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/2586852171101780871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2008/10/super-fantstico-amigo.html' title='Super, fantástico amigo!'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SQEo3U0BtEI/AAAAAAAAAR4/jc3xz4Jh_Ms/s72-c/amigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-4616404115284541237</id><published>2008-10-17T09:53:00.005-03:00</published><updated>2008-10-17T10:07:49.566-03:00</updated><title type='text'>Minha mãe mandou escolher este daqui!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SPiLpu4sO7I/AAAAAAAAARI/CxSwaKsYLPY/s1600-h/escolhas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SPiLpu4sO7I/AAAAAAAAARI/CxSwaKsYLPY/s400/escolhas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258106114031762354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outro dia, lá estava eu na cabine. Número xis (não vou contar, é secreto) e confirma. Assim. “Fácil”. Escolhi. Votar pra mim sempre foi um prazer. Comemorei quando fiz 16. Naquele mesmo ano, alguém “lá em cima” permitiu que meninas como eu que há pouco tinham “debutado”, pudessem escolher. E começou logo de cara com presidente! Achei lindo. Pintei a cara quando fui solicitada, fui pra Paulista quando o país precisou! Me sentia participando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, pessoas. Eu adoro votar. É muito bom pensar que tenho algum poder de escolha nessa democracia. Chinfrim, mas ainda uma democracia. Hoje eu penso assim, mas aos 16, achava que realmente eu poderia mudar o mundo. Até por isso, fiz Jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Embora não conste em nenhum Manual de Redação que o jornalista tem, entre outras, a função de acabar com a fome, sempre é bom poder ajudar alguém com aquilo que a gente escreve”. Foi isso que o Ricardo Kotscho me disse um dia. Na verdade, ele escreveu num livro (&lt;a href="http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&amp;amp;id=0ktpy2_LsXAC&amp;amp;dq=%22a+aventura+da+reportagem%22%2Bkotscho&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;source=web&amp;amp;ots=iOVCGfmLNo&amp;amp;sig=9yoHPk6J6NghdFtVJ3iUQ3MgQjg&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;resnum=1&amp;amp;ct=result#PPP1,M1"&gt;A Aventura da Reportagem&lt;/a&gt;) e me inspirou por anos. Eu imprimi. E pendurei na porta do meu guarda-roupa. E a frase ficou lá até amarelarem. Sim, no plural. Amarelaram ela, a página e as minhas ilusões com a profissão. Ok que sendo jornalista eu posso sim, ajudar alguém. Mas todo mundo pode. Até os cachorros. Aleluia! Nós, os jornalistas, não somos assim tão bons e poderosos. (Alguns ainda insistem em acreditar que são). Só que para ajudar, de fato, você tem que se mexer muito. E até votar, ué.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu vim aqui hoje pra falar sobre escolhas. Essa que você (espero) e eu fazemos na cabine de votação e tantas outras todos os dias. Do nascer ao pôr do sol. Na frente do espelho de manhã. Na hora do almoço de frente pro bufê do quilo. E lógico, temos ainda as escolhas mais difíceis: mudar ou não de emprego? E de país? E de namorado? E de sexo? NÃO! Eu não quero isso, mas tem gente que quer e nós, jornalistas, temos que respeitar a todos... ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudade do tempo das opções simples: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pica-pau&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moranguinho&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Barbie &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Suzi&lt;/span&gt;, bolinho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ana Maria&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bebezinho&lt;/span&gt;... Ser criança é uma delícia. Mas mesmo elas gostam de escolher. Lembro do meu ‘”irmãozinho” na lanchonete. Quando começou a ler, pedia o cardápio e lia. INTEIRO e com a velocidade característica dos recém alfabetizados. Ou seja, eu morria de fome e de sono, até ele terminar chegar à contracapa do negócio. E no final, não tinha jeito: “quero misto quente e guaraná”. Ai que saco! Se vai pedir sempre a mesma coisa, porque tem que demorar tanto, esbravejávamos minha irmã e eu. Nós já éramos “grandes”, pô! Mas o que não entendíamos naquela época é que existe um prazer na escolha. Essa sensação de poder decidir é ótima. Mas tem também o outro lado da questão. Quando meu irmão escolhia seu lanche, abria mão do xis salada, da coca-cola e de todos os outros itens do menu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente o que acontece quando a gente escolhe o que quer que seja. A roupa da balada definida, faz com que todas as outras mil opções do meu guarda-roupa sejam preteridas. Quando escolhi o Jornalismo, abri mão de outras centenas de opções. O namorado que eu tive (os, na verdade), me impediram de beijar outros milhões de homens que insistiam em ficar no meu pé (hehehehe “sweet illusion”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que escolher é tão difícil. Às vezes, você opta por ficar com ele - seu amor -, ao invés de ir ao barzinho com seus amigos. E então, eles, seus parceiros de verdade, um dia também irão escolher qualquer outra coisa ao invés de ir aos seus programas. É a lei da reciprocidade. Bateu, levou. Ou não. Vai ver realmente, eles só tenham achado que ir à palestra sobre “A-influência-do-pensamento-marxista-no-comportamento-de-crianças-que-assistem-ao-Ben10” (ou merda que o valha), não seria assim tão legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aí outra coisa ligada as suas escolhas. Elas determinam quem você será. Porque eu escolhi ser jornalista, porque eu gosto de votar, porque eu não namoraria, por exemplo, um malufista (ok, eu já fiz isso, mas estava &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(sou)&lt;/span&gt; carente), eu gosto de ir a palestras chatas e assistir ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Café Filosófico&lt;/span&gt; de domingo à noite. Só não sei o que veio primeiro, o ovo ou a galinha, entende? Eu gosto de votar porque sou assim, ou eu sou assim, porque gosto de votar. Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, minha gente, às vezes, a escolha é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grandiosa&lt;/span&gt;, como o sanduíche do meu irmão. Em outras, é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;banal&lt;/span&gt;, como o XX que eu vou digitar novamente no dia 26 antes do botão verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem também os momentos em que a escolha é muito difícil mesmo. Como ontem à noite. Jantei com meus pais, irmã e cunhado, pra não ir a determinado lugar. Ter ido, seria ótimo. Mas voltaria atrapalhada, confusa, e teria (mais) uma recaída. É o preço das escolhas. Tem vez que dói. Mas depois, você até pode falar – ufa, que bom! Sobrevivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia! E me traz um misto quente e um guaraná, garçom!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-4616404115284541237?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/4616404115284541237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=4616404115284541237&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/4616404115284541237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/4616404115284541237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2008/10/minha-me-mandou-eu-escolher-este-daqui.html' title='Minha mãe mandou escolher este daqui!'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SPiLpu4sO7I/AAAAAAAAARI/CxSwaKsYLPY/s72-c/escolhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-3947624057397706272</id><published>2008-09-26T14:24:00.006-03:00</published><updated>2008-09-26T15:15:15.147-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ponte estaiada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crescer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amadurecer'/><title type='text'>Não posso mais viver sem mim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SN0dHtWqI3I/AAAAAAAAARA/C75s6393l88/s1600-h/estaiada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SN0dHtWqI3I/AAAAAAAAARA/C75s6393l88/s400/estaiada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250384758854787954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Crescer dá trabalho. Não falo só do óbvio: um dia você é um serzinho bicelular na barriga da sua mãe e coisa de nove meses depois... Puf, nasceu! Tem até unhas e cabelo (alguns). Isso acontece toda hora! Agora mesmo está nascendo um nenê! Respira fundo... Respirou? Então, nesse meio tempo, nasceu mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que nascer e crescer assim – para cima (e para os lados também, infelizmente!) – é até fácil. Depende SÓ de hormônios e comida e nutrientes e água e sol e segurança e de carinho e de mais um tanto de coisas. Tudo bem que há muitos milhares de anos isso acontece e a gente ainda olha para mini pessoas e se pergunta: como pode? Daí, alguém fala: “isso é mesmo coisa de Deus”. “Ah tááá, ufa!” - você responde. Porque aprendeu a acreditar n´Ele sem questionar. Ou talvez porque pensar nisso é ainda mais complicado do que entender como um dia seus pais estavam lá, digamos, se divertindo e, de repente, você nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não estou aqui para falar de coisas simples de entender como nascimentos, hormônios, sexo e Deus. Estou falando de um crescer que não se mede com a fita métrica. É muito mais complexo. É aquilo que não pára nunca e que pode também ser chamado de amadurecimento. É o que te faz fazer uma merda enorme aos 15 anos e olhar hoje uma adolescente fazendo a mesma coisa e pensar: caraca, que merda! Só que lá atrás, quando sua mãe surtou, você pensou: ah, não enche!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadurecer é também reconhecer algumas coisas feias e tristes e lutar contra elas. Normalmente dói mais do que aquela dorzinha que temos nas pernas quando somos crianças e nossas mães explicam que é porque estamos crescendo. Dói mais do que olhar no espelho e ver uma estria nova porque ela, a sua bunda, está crescendo. Amadurecer dói mais porque depende de um olhar crítico sobre nós mesmos e fica lá incomodando até você resolver tomar uma atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipoteticamente, só pra dar um exemplo fictício, amadurecer pode acontecer assim: a pessoa está lá, “namorando”. Ou, pelo menos acredita nisso. Como só pensa no outro, só beija este mesmo outro, só planeja construir uma casa e juntar seus óvulos (ou espermatozóides) ao espermatozóide (ou óvulo) do “disinfeliz”, ela acredita que sim, existe uma relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas num belo - ou horroroso dia - o que é mais provável, a pessoa se toca, né? E, finalmente acorda. “Não, eu não tenho uma relação Só uma idéia e um eleito, mas isso não faz de mim uma pessoa à beira do altar”. E chora. E briga. E chuta o cachorro. E fica de mal do mundo e dos amigos. E hiberna por uns dias. Ou vários. Mas quando acorda, levante, sacode a poeira e se mexe, ela percebe que enfim cresceu. Ou melhor, amadureceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se sentindo assim, enorme, ela toma atitudes. E arruma o cabelo. E liga pros amigos. E escreve mais. E paquera. E vai ao cinema, ao teatro, a festas e aonde mais ela quiser. E então, ela se apaixona de novo! “Mas assim, tão rápido?”, você se pergunta querido e cuidadoso leitor. SIM! Ela já está apaixonada de novo! Por si mesma :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela até se espanta por não ficar mais em casa. E mal sabe se a Flora já se deu mal, se o Obama vai ganhar nos EUA ou se o time do coração jogou ontem à noite, porque a vida dela agora é mais interessante e seu mundo maior do que o sofá da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela amadureceu. E faz uma prece para que Ele (Deus ou o Big Bang, tanto faz), benza e conserve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém.&lt;br /&gt;Oxalá.&lt;br /&gt;E Shalom.&lt;br /&gt;Pra garantir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amadurecer também pode ser enfrentar dragões ou o bicho papão.&lt;br /&gt;Pode ser ainda deixar o guarda chuva em casa e aliviar o peso. Da bolsa ou da própria vida.&lt;br /&gt;Amadurecer pode ser subir a ponte estaiada sorrindo. Pode ser tudo isso.&lt;br /&gt;E mais um monte de coisas que só você pode entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, no sentido mais literal da palavra, amadurecer pode ser deixar de ser filha para se tornar a mãe. Amanhã eu vou ver isso acontecer bem de perto.&lt;br /&gt;E estou feliz. Porque a vida renasce, recomeça e se refaz o tempo todo.&lt;br /&gt;Em todos os sentidos. Figurados e literais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-3947624057397706272?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/3947624057397706272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=3947624057397706272&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/3947624057397706272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/3947624057397706272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2008/09/no-posso-mais-viver-sim-mim.html' title='Não posso mais viver sem mim'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SN0dHtWqI3I/AAAAAAAAARA/C75s6393l88/s72-c/estaiada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-5758721079087172459</id><published>2008-09-18T22:27:00.017-03:00</published><updated>2008-09-19T17:51:06.385-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicionário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pulmões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='recaída'/><title type='text'>Porque aqui é o meu lugar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP9-rrGkvI/AAAAAAAAAQQ/SfsPsufDh-g/s1600-h/pulmao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP9-rrGkvI/AAAAAAAAAQQ/SfsPsufDh-g/s200/pulmao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247817244133987058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Adoro palavras. Escritas, faladas e cantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas me fazem rir. Com outras, claro, eu choro. Mas isso não conta, porque eu choro com quase tudo. Tem as que eu não entendo. Mas aí vou pro dicionário*. E no meio de tantas letras, existem aquelas que juntinhas formam as palavras que me parecem perfeitas. Como esta que sozinha traduz este meu momento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(re.ci.di.va)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1    Ressurgimento, após um espaço de tempo qualquer;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2    de uma doença após a cura completa;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;3    RECAÍDA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Espaço de tempo qualquer. No caso deste blog, são quase dois anos. É muito tempo. Mas essa sou eu. Escrevo inspirada. Uma vez disse pra &lt;a href="http://blogdosall.wordpress.com/"&gt;um amigo querido&lt;/a&gt; e parceiro nessa coisa de internet, que eu escrevo quando estou triste ou passando por uma grande emoção. As dorzinhas do dia-a-dia, as amenidades, as minhas coisas leves, essas não costumam me mover muito não. Mas estou aqui hoje pra tentar mudar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 A joaninha voou. Eu tive que engolir. E para mim, é mais fácil entender aquela &lt;a href="http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRB14069620080910"&gt;máquina que vai reproduzir o Big-bang&lt;/a&gt; do que aceitar o amor (mais um) que vai embora. Eu estava curada. Dizendo assim, até parece que foi ruim como uma doença. Não foi. Como eu sempre digo: que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure. Ai, tá bom, vai... &lt;a href="http://www.viniciusdemoraes.com.br/"&gt;Não fui eu quem disse isso&lt;/a&gt;, mas serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Recaída. De pneumonia ou de amor, é a mesma coisa. Quando volta, vem com tudo. Preferia que me tivessem atacado os pulmões. Pelo menos, para isso, tem antibiótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa. Isso parece coisa de autor do Romantismo. Será que eu estou triste? Será que é por isso que voltei a escrever? Acho que não. Foi saudade mesmo. Da web, do exercício e de vocês, meus fãs :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô... ALÔ!!! Tem alguém aí??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humpft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;* Tenho usado muito o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.auletedigital.com.br/"&gt;Aulete Digital&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;. Instalei aqui no meu micro e sempre que preciso, corro lá.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Sejam bem-vindos de volta, comentem, digam o que acharam da cara nova do blog velho, participem das enquetes, dêem palpites, me apresentem um namorado... ops! ;-)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-5758721079087172459?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/5758721079087172459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=5758721079087172459&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/5758721079087172459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/5758721079087172459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2008/09/porque-aqui-o-meu-lugar.html' title='Porque aqui é o meu lugar'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP9-rrGkvI/AAAAAAAAAQQ/SfsPsufDh-g/s72-c/pulmao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-116308626349686340</id><published>2006-11-09T13:30:00.000-02:00</published><updated>2006-11-09T14:21:33.806-02:00</updated><title type='text'>Sabor de Fruta Mordida</title><content type='html'>_ Huummm... Olha aqui ó... (toc,toc,toc) - dizia ela, apontando uma carta colorida bem à sua frente, disposta entre tantas outras sobre um pano azul bem macio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Vejo ouuutro amor... Que vai lhe trazer muuuuuuita paz... Vai ser uma relação beeeeem leve E gostoooosa*... Completou depois de buscar em algum lugar da mente, alma, coração, ou tudo junto, o que aquela imagem queria dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Pftuuu. &lt;em&gt;Té&lt;/em&gt; parece. - pensei. Mas não disse, porque tenho educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sei, sei... - falei ansiosa na tentiva de mudar logo de assunto - Mas e Aquele amor? Aparece aí? - perguntei meio sem ligar para o que acabara de ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, não me interessava pensar em outro amor. Era como uma traição. Não ao dito cujo, imune à minha pessoa. Mas sim a mim mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como assim, um novo amor se nem ainda me resolvi com este aqui?!? Nem nos casamos, nem tivemos três filhos, ou sequer compramos a casa no mato que até já decorei aqui na minha mente - foi o que devo ter pensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando agora e de longe, beeeem de longe, consigo entender melhor aquela sensação. Por um lado, não via como abrir mão da história por mim inventada ao longo de tantos anos. E digo inventada, porque foi exatamente isso. Cada encontro e cada palavra e cada beijo e cada briga e cada azulejo da "nossa" casa e o nome de cada filho, era tudo criação e obra dessa obcecada que vos escreve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, além disso, não conseguia sequer imaginar que amor e paz coubessem numa mesma previsão. Sempre tinha visto, vivido e ouvido falar de histórias com muito mais drama, brigas, lágrimas e falta de sintonia. Isso sim era amor, pensava eu, ingenuamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso até esbarrar com o menino do post anterior. De verdade, ele viu? Ao contrário do outro, este não tinha histórico de folhetim mexicano comigo. Não tinha me feito chorar, jamais me deixara esperando por um encontro que não aconteceria, nunquinha que perderia um jantar preparado por mim, never, &lt;em&gt;jamé&lt;/em&gt; diria "eu te ligo" e levaria uns oito meses pra cumprir o combinado. E isso só depois de ter sua caixa postal entupida pelos meus recados, hein?!? Humpft!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro, costumava comparar ao Selton Mello. Ambos eu adorava, e ambos ignoravam minha existência. Bom, estou exagerando um pouco. Com um deles, outro dia mesmo troquei algumas palavras e ele me deu um beijo... Foi tão legal! Precisa ver como ele estava bonito! Ai, ai!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, estou falando do Selton, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E veja só: estava acompanhada do meu novo amor. Esse mesmo, que além da paz, trouxe consigo, dezenas de sensações e aprendizados novos. Ele que tem me ensinado tanta, mas tanta, mas tanta coisa, que precisaria de todo o seu tempo, querido leitor, para poder lhe contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só pra dar uma idéia de como é um amor tranqüilo, com paz, muito respeito e carinho, vou contar só um dos episódios dessa nova etapa da minha velha vida (de QUASE 30 anos... afe!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENÁRIO: Mesa da sala da casa dele*** Pratos com resto de bacalhau da minha mãe. Perfume de azeite pela casa. Sentados um de frente para o outro&lt;br /&gt;ELA:&lt;br /&gt;_ elatavaperdidaequandoeufuiajudarelafoigrossaeeu...&lt;br /&gt;(Falando esbaforida depois de cumprir seu dever de moça cidadã como mesária)&lt;br /&gt;ELE:&lt;br /&gt;_ Fico muito tranqüilo quando penso que pode ser você quem vai criar os meus filhos.&lt;br /&gt;(Interrompendo-a e demonstrando claramente estar com os pensamentos congelados em algo que falavam antes que ela começasse a contar como foi "divertido" seu dia)&lt;br /&gt;ELA:&lt;br /&gt;_............................................................&lt;br /&gt;(Sem reação, abraça-o com os olhos encharcados, ao contrário da sua boca, seca depois de tanto blá,blá,blá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito melhor esse amor cheio de paz e de palavras inesperadas como essas. Fala a verdade, hein? coisa de cinema, né? Que Selton Mello, que nada! E o outro, então!? Aliás, que outro mesmo?&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*o recurso das vogais repetidas é para te colocar na cena clichê de uma leitura de tarô. Se eu dissesse a verdade – ela é uma amiga querida e estávamos na cozinha da casa dela, não seria a mesma coisa. Aliás, nem eu percebia onde estávamos. Mergulhada no clima, poderia jurar que tinha uma neblina sobre nós. Hummm... Será que era incenso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**repleta de objetos lindos, criativos e exclusivos produzidos por ele. Uma das coisas, aliás, que ele tem me ensinado a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***aos que já viveram ou vivem um amor tranqüilo, meus parabéns. A quem tem curtido somente histórias pesadonas como as minhas de até outro dia, não desista. Busque pelo amor que te mereça e seja feliz. Ah! E aos possíveis invejosos, pédepatomagalôtreisveis, que comigo isso não pega, mas não custa prevenir. ;-)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-116308626349686340?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/116308626349686340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=116308626349686340&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/116308626349686340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/116308626349686340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/11/sabor-de-fruta-mordida.html' title='Sabor de Fruta Mordida'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-115555988807827159</id><published>2006-08-14T09:51:00.000-03:00</published><updated>2006-08-14T10:24:40.980-03:00</updated><title type='text'>A Sorte e a Rosa</title><content type='html'>A joaninha vermelha com bolinhas pretas tatuada no meu pulso está pronta para partir. A qualquer momento! Dizem que elas – as joaninhas – dão sorte. Quis as asas abertas parar lembrar sempre que ela – a sorte – é assim mesmo: pode voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei isso quando nos encontramos de propósito pela primeira vez pouco mais de uma semana depois daquela noite quando, sem querer, nós nos achamos no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com pouca luz você pensou que eu fosse ruiva e eu, deveria ter visto que dali em diante eu teria outras palavras e cores e cheiros e sensações nos meus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sem ter me visto nos seus olhos, fui abordada por uma mulher vendendo flores que, para mim, lembrava uma cigana dessas que lêem a sorte:&lt;br /&gt;_ Me diz quem é seu namorado que eu falo para ele te comprar uma rosa.&lt;br /&gt;_ Eu não tenho namorado! Estou sozinha, respondi meio irritada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me afastava dela quando você me parou. Nos falamos por alguns instantes naquela noite e por muitos e encantadores e-mails nos dias seguintes. Até que eu te apresentei a minha joaninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que me disse não ver uma daquelas desde criança, contou que na tarde após esse encontro, uma dessas bem vermelha e com pintinhas pretas pousou no seu braço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa, sem dúvida, é uma das coisas que não dá para entender. Mais difícil ainda é explicar porque eu fico tão feliz quando me encontro aí dentro dos seus olhos. E, se ainda outro dia ignorávamos a existência um do outro, como pode você chegar na minha porta trazendo rosas ainda mais bonitas do que aquelas que a "cigana" vendia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje ela me abordasse, eu provavelmente diria não ter namorado, porque ainda estamos nos descobrindo. Mas certamente, não me sinto mais sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte nossa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-115555988807827159?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/115555988807827159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=115555988807827159&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/115555988807827159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/115555988807827159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/08/sorte-e-rosa.html' title='A Sorte e a Rosa'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-115159552226532633</id><published>2006-06-29T12:36:00.000-03:00</published><updated>2006-06-29T12:41:39.990-03:00</updated><title type='text'>Singular e plural</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Saudade: sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável”, Houaiss&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade de você pequeno. Uniforme da escola. Camiseta branca por dentro da calça azul. Cabelo bem penteado deixando escapar um ou outro caracol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incompletude de você maior. Uniforme só seu. Camiseta hering branca, calça jeans. Cabelo bem bagunçado mostrando toda uma família de caracóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória de você feliz. Mesma camiseta branca e a famosa calça jeans. Sem cabelos, mas radiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Privação de você quando não te via. Ainda de camiseta branca e calça jeans? Cabelo curto e penteado ou solto com cachinhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastamento do você que eu inventava. Uniforme da profissão. Jaleco branco, calça idem. Estetoscópio no pescoço. E o cabelo do jeito que eu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausência de você morando longe. Farda branca? E o cabelo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade mesmo daquele você que um dia me roubou. Camiseta marrom, calça preta. Cabelo curto, grisalho e barba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do ano passado. Camiseta preta, calça jeans. Sem jaleco, sem esteto. Óculos e os seus olhos. Cabelo curto, grisalho. E os cachos insistindo em aparecer só pra mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou com saudades do dia de te ver de novo. Assim mesmo, no plural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-115159552226532633?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/115159552226532633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=115159552226532633&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/115159552226532633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/115159552226532633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/06/singular-e-plural.html' title='Singular e plural'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-114744563108599759</id><published>2006-05-12T11:47:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T11:53:51.103-03:00</updated><title type='text'>Mãe</title><content type='html'>Sabe qual a lembrança mais remota que eu tenho de você? Da gente brincando de roda no quintal de casa... Você, a Rê, o Tico e eu... Éramos bem pequenos, mas eu lembro que eu estava tão feliz... E engraçado que aquilo representa muito bem o que sempre fomos, né? Naquele momento e em tantos outros até hoje, você foi a minha amiga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo diz que eu dei um trabalhão pra nascer e as fotos não negam! Realmente, você parecia exausta... Também, um bebê enorme e uma mãe pequenininha, só podia mesmo ser assim. Acho que você deve pensado: "essa aí já nasceu dando trabalho!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior é que depois disso, eu dei mesmo muita dor de cabeça, né? E o mais incrível é que você jamais me virou as costas. Ainda que de vez em quando, ficássemos meio distantes, eu sempre soube do seu amor e nunca deixei de acreditar que poderia contar com você e com o pai pra qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que eu lembro também? Quando eu tatuei a joaninha, você ficou meio irritada, e deixou bem claro que não tinha gostado. Mas alguns dias depois, lá veio você com um par de meias de joaninha! Acho que foi sua forma de dizer: "ok, eu aceito!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim também, quando disse que ia me mudar. A gente chorou tanto e brigou tanto... Mas depois, você me ajudou a escolher os móveis e tudo mais que coloquei em casa. Hoje eu sei que a distância não atrapalhou nossa amizade. Você aprendeu a usar o MSN e a gente se fala o tempo todo, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu confesso que tem dias, principalmente à noite, quando eu estou sozinha em casa, que eu gostaria de olhar pro sofá e te ver ali deitada como a gente fazia na sua casa. Muitas vezes, não dizíamos nada por horas. Mas saber que eu a tinha ali pertinho, me fazia um bem danado. Mesmo que naqueles dias eu não percebesse isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua companhia, as nossas conversas enquanto você fazia o jantar, e hoje quando nos falamos pelo MSN, me ajudaram e ajudam a ser o que eu sou hoje. Um dia, eu vou ter filhos (espero!! hehehe) e vou querer ser pra eles, como você tem sido pra mim. Uma amiga. Minha melhor amiga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo mais do que já amei e mais do que posso vir a amar qualquer pessoa nessa vida... O amor que eu tenho por você só se compara ao que sinto pelo meu pai... Obrigada por ser minha mãe e por ter me escolhido pra ser sua filha e amiga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-114744563108599759?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/114744563108599759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=114744563108599759&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/114744563108599759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/114744563108599759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/05/me.html' title='Mãe'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-114616215204770429</id><published>2006-04-27T15:12:00.000-03:00</published><updated>2006-04-27T15:43:02.253-03:00</updated><title type='text'>Cadê o Caixa Alta?</title><content type='html'>Nhuaaaamm! Suspirou enquanto se espreguiçava logo ao acordar. Sorriu ao se encolher e virar pro outro lado para poder enrolar mais uns minutinhos na cama. Só quando se sentiu um pouco mais desperta, levantou-se, foi até a sala, ligou a TV para ouvir o noticiário enquanto preparava o café. De volta à sala, ainda de pijama e pantufas, sentou com o pão integral numa mão e a xícara de leite com Nescafé na outra.  &lt;em&gt;Um dia desses preciso aprender a fazer um café de verdade&lt;/em&gt;, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando pra tela, sem prestar muita atenção no que via, percebeu que sua gata a fitava esperando por qualquer sinal que lhe autorizasse a pular em seu colo. Deu dois tapinhas na perna, ainda sem tirar os olhos da TV e, logo a gatinha se aninhou e lá ficou até que o último gole de leite fosse entornado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Agora vou tomar banho&lt;/em&gt;. Disse pra gata quase adormecida enquanto se levantava. No chuveiro planejou rapidamente o que tinha pra fazer naquele dia. Depois de longos minutos sob a água morna, sentia-se pronta pra enfrentar um ônibus lotado e um dia, idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordava com aquele bom humor inexplicável e quase irritante, divertia-se usando o transporte coletivo. Adorava observar as pessoas e tentava imaginar o que cada uma fazia, pra onde ia ou de onde vinha. E assim ia, de olho em tudo e com a cabeça no nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na sua mesa e, após encontrar os "colegas de trabalho", caras ao mesmo tempo tão conhecidas e com quem, na maioria, tinha tão pouca intimidade, revisou mentalmente o que tinha pra fazer e começou seu trabalho. &lt;em&gt;Ok... Até parece muita coisa, mas eu dou conta&lt;/em&gt;, sussurrou pra si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim durante todo o expediente. Horas a fio resolvendo coisas, falando com pessoas, executando tarefas. No meio do dia, lembrou-se do Chaplin no filme "Tempos Modernos". Sim, seu trabalho era muito menos operacional, mas por fazer aquilo desde sei lá quando e sempre da mesma forma, sentia-se muitas vezes como se estivesse no piloto automático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o dia útil termina. E novamente no ônibus, tentava imaginar quem era e o que fazia toda aquela gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa. Brincou com a gata. Fez o jantar. Comeu. Lavou a louça. Assistiu novela. Leu uma revista. Ligou pra uma amiga. Viu metade de um filme antigo na TV. Tomou banho. Arrumou a cama. Brincou de novo com a gata. E foi dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhhhhh... Que vida tranqüila. Nada de incomum aconteceu naquele dia... Tudo no lugar, tudo em paz, tudo tranqüilo, tudo nos eixos, tudo sob controle... &lt;em&gt;Humpft... Ai que tédio&lt;/em&gt;, resmungou com a cara enfiada no travesseiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sentiu-se nostálgica quando lembrou que há algum tempo, seus dias possuíam um elemento que deixava tudo com outra cara. Antigamente, ela vivia apaixonada. Era essa diferença. E quando isso acontecia, nenhum dia era como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estava feliz e era correspondida, sua rotina seria colorida com ligações, e-mails ou &lt;em&gt;msns&lt;/em&gt; carinhosos. Suas noites poderiam ser mais divertidas com alguns beijos e, quem sabe, outro par de pés embaixo do cobertor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo que fosse num daqueles casos (mais comuns, é verdade) em que gostava sozinha e sofria e se descabelava e chorava quase a ponto de poder torcer o travesseiro e acordar com olhos inchados, com olheiras chegando nas bochechas, ainda assim, sentia falta de alguém em quem pensar antes de cair no sono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora, começou a puxar pela memória pensando se teria alguém por quem pudesse se reapaixonar. &lt;em&gt;Hummm... Fulano é gato, mas me traiu, o outro me ignorou solemente. Teve também aquele que parecia um tudo, mas na verdade era um bosta...&lt;/em&gt;. Não, não... Era uma péssima idéia tentar ressuscitar um amor antigo. Tudo bem que seria legal ter alguém pra chamar de seu, mas masoquista ela não era. E afinal de contas, desde sempre desejava e julgava merecer, um HOMEM assim todo caixa alta. Completo, íntegro, repleto e pleno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sendo lúcida, mais até do que realista ou pessimista, admitiu pra si que a maioria dos meninos e homens com quem tinha se envolvido nos últimos tempos, estavam bem longe do que julgava ideal. Pensando nisso, entendeu que já estava bem na hora de ser mais legal pra si mesma e buscar o que realmente gostaria de encontrar em alguém com quem valesse à pena dividir o cobertor. Até porque, ele tinha que ser bom o bastante pra merecer ficar com o lugar da gata que, deitada ao seu lado, ronronava inocente sem saber que sua paz poderia estar prestes a ser abalada. &lt;em&gt;Ah, mas vai ter que ser muito incrível mesmo, né Branquinha?&lt;/em&gt;. E virou-se pro lado, torcendo por se apaixonar logo no dia seguinte e dar uma agitada na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Apenas baseado em fatos reais. A autora admite que nunca lava a louça logo depois do jantar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-114616215204770429?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/114616215204770429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=114616215204770429&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/114616215204770429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/114616215204770429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/04/cad-o-caixa-alta.html' title='Cadê o Caixa Alta?'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-114487797362827881</id><published>2006-04-12T18:33:00.000-03:00</published><updated>2006-04-12T18:39:33.663-03:00</updated><title type='text'>Seu Jorge do Elevado</title><content type='html'>Se estou atrasada, se quero ficar mais um pouquinho na cama, ou se tenho preguiça, venho de carro. Ônibus é até melhor. Posso ler, pensar na vida ou não pensar em nada. E é mais barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi num dia dos que resolvo vir de carro, que o vi pela primeira vez! Ele - o Seu Jorge do Elevado. No rádio, ouvia o outro Seu Jorge. E ao som de Tive Razão, foi inevitável a comparação! A mesma cor, o mesmo cavanhaque e os mesmo dreads. Claro que no caso do Seu Jorge do Elevado, tanto barba como cabelo, não estavam cuidadosamente desalinhados como do Seu Jorge famoso. Estavam simplesmente desalinhados. Uma bagunça mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inevitável também foi pensar que estivesse eu, anos atrás confortavelmente instalada no meu carro e andando por alguma avenida do Rio de Janeiro – e não o Elevado, claro – aquele poderia sim ser o outro Seu Jorge. O cara já viveu na rua e dada à tamanha notoriedade que ele ganhou nos últimos tempos, isso até a minha mãe já deve saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o fato é que por muitos dias, eu torcia pra encontrar o Seu Jorge do Elevado no Elevado. Colocava o CD do sósia dele pra tocar e ficava esperando. "Será que hoje eu o encontro antes ou depois da saída pro Arouche? Ou será ali pertinho da Consolação?", era só o que eu pensava. Porque não tinha jeito. Eu o encontraria! Sempre que vinha de carro, ele estava no meu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, obviamente sem ter a menor noção disso, ele me distraía. Eu ouvia o outro, esperava por encontrá-lo em meio ao trânsito, barulho e cheiro típicos do mal falado viaduto enquanto esperava por vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia então, dirigia na Radial voltando da zona Leste e lá estava ele! Perto do Tatuapé. Há vários quilômetros do Elevado. E adivinha? No CD eu ouvia, claro, Seu Jorge… O outro. E então, virou praticamente uma obsessão. Eu achava que brincava com o destino. Saía de casa sentido Elevado, que é meu caminho obrigatório para o trabalho ou pra casa da minha mãe, e já preparava o CD que pra mim, abria uma espécie de portal místico e, de um jeito ou de outro, aqui perto no Elevado ou lá longe na Radial, ele apareceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, do nada, mesmo com todos o ritual cumprido à risca, não o encontrei mais. E por dias, dias e dias, foi assim… Até parei de trazer meu CD do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que ontem vim de carro. Estava atrasada, com sono, preguiça e vindo já com vontade de voltar. Portanto, seria bom não depender do transporte coletivo, que demora e acho que esta é a maior desvantagem em relação ao carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no Elevado completamente parado, já sem tanta animação como antes. De repente, lá estava ele! Cor, cabelos e barba inconfundíveis, mas um sorriso até então nunca visto. Mesmo lhe faltando alguns dentes, e realmente não deve ser fácil fazer a higiene bucal morando nas ruas, ele parecia radiante. “Vai ver estava em turnê na Europa”, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu fiquei feliz. Já tinha me acostumado a ver aquela figura. Não que eu comemore quando encontro um morador de rua. Na verdade, lamento. Mas vê-lo era, além de divertido, também intrigante. "O que será que faz um homem jovem e certamente saudável, andar pelo Elevado, Minhocão e Radial, aparentemente de ponta à ponta?". Pensava também, se ele já tinha ouvido falar no outro, ou se já teria sido comparado ao Seu Jorge famoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus últimos minutos de trânsito ontem foram, portanto, muito mais interessantes. E, como que para compensar a longa ausência e lamentando a falta do CD do outro esquecido lá em casa, comecei a cantarolar as músicas que tanto gosto e a encontrar nelas coincidências e a trilha sonora ideal pra tudo aquilo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Primeiro, só o vi porque &lt;em&gt;a ponte engarrafou&lt;/em&gt;. Depois, foi inevitável lembrar que &lt;em&gt;tem um Brasil que é próspero, outro que não muda&lt;/em&gt;. O próspero era aquele e que vivem os executivos e trabalhadores, passando por ele em seus carros, e o que não muda era o dele. Ainda desalinhado e na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei também se, em algum momento, não estaria ele se sentindo como naqueles versos do Seu Jorge famoso: &lt;em&gt;se eu pudesse eu dava um toque em meu destino. Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão. Se eu pudesse eu não seria um problema social.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, vai saber o que se passa na cabeça dele, né? De repente, estou aqui fantasiando um monte sobre tudo isso e ele é o maior fã do Seu Jorge. Podem ser até irmãos! Gêmeos, é claro! Ou vai ver se conheceram na rua, antes do famoso fazer carreira na Europa! Opa!! Isso tudo sim é fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que eu acho, é que ele do canteiro do Elevado e eu do meu carro, sabemos exatamente que &lt;em&gt;tem um Brasil que é lindo e outro que fede&lt;/em&gt;. Agora, diferenciar qual é qual, depende do ponto de vista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É! Quem sabe um dia, só reste o lindo, hein? &lt;em&gt;Demorô&lt;/em&gt;, né não? Mas com certeza, &lt;em&gt;vai ser melhor...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Os trechos em itálico são tirados de músicas do Seu Jorge... O outro)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-114487797362827881?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/114487797362827881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=114487797362827881&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/114487797362827881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/114487797362827881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/04/seu-jorge-do-elevado.html' title='Seu Jorge do Elevado'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-114469017183426757</id><published>2006-04-10T14:28:00.000-03:00</published><updated>2006-04-10T15:46:50.066-03:00</updated><title type='text'>Quero uma vaga na Soyuz. Só de ida!</title><content type='html'>Depois de tanto tempo, volto aqui... Antes fosse num momento de inspiração mais agradável e positiva. Mas, ao contrário do que gostaria, hoje me obrigo a contar uma história que de fato me aconteceu e que não foi nada agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me considero uma pessoa ingênua ou desinformada. Mas no sábado à noite, vivi uma situação que me tirou do eixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sozinha na casa dos meus pais. Eles, o que praticamente nunca acontece, saíram pra jantar sem mim. Tinha outro compromisso e me arrumava esperando por uma amiga, quando o telefone tocou. Do outro lado, um homem se identificou como sargento da CET e disse que tinha acontecido um acidente muito grave na Vila Fomosa (bairro onde meus pais moram) envolvendo minha família. Como meus pais tinham saído com a minha irmã e cunhado, logo imaginei que seria algo com eles. A tortura psicológica é tão bem armada que ele ia me perguntando quem poderia estar envolvido no acidente, me pedia descrição das pessoas e dizia ir até o carro confirmar se eram eles mesmo. Nisso, ele me pergunta se teria alguém pra me acompanhar até o lugar do acidente. Essa parte da tortura durou certa de 10 minutos até que eu estivesse totalmente convencida de que algo terrível pudesse ter acontecido com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, outro homem assume o telefone e diz que minha família corre perigo de vida, mas não pelo acidente e sim porque aquilo se tratava na verdade de um seqüestro. Eu, totalmente fragilizada e envolvida naquela farsa, devo ter me sentido de certa forma, aliviada, porque imaginei que se não era um acidente e eles estavam vivos, eu tinha a chance de salvá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou então, um exaustante e longo processo de uma suposta negociação. Primeiro, o cara pediu R$ 25 mil que ele supôs que eu poderia ter em casa. Nunca sequer vi tanto dinheiro assim. Enfim... Disse a ele que não tinha esse dinheiro nem no banco. Ele então queria dólares, jóias, equipamentos eletrônicos, qualquer coisa que pudesse valer algum dinheiro. A essa altura, eu estava totalmente na mão deles, com os dois telefones da casa dos meus pais e meu celular, ocupados com ligações deles. Ao ouvir o segundo telefone do meu pai tocar – provavelmente seria minha mãe – ele pediu também esse número e gritava coisas simpáticas como “passa o número, se não eu vou esquartejar toda sua família”.  O celular, ele pediu porque eu deveria pegar tudo o que encontrasse e colocar numa bolsa, sair de casa naturalmente, tomar um ônibus e metrô e encontrar alguém que me levaria até a minha família. Isso o tempo todo em contato com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que tenho pavor de assalto, já tive uma arma na nuca e já fui alvo de um tiro, graças a Deus mal dado, estava morrendo de medo, sem cor, tremendo da cabeça aos pés, mas pronta pra sair quando ouço chegar no portão minha amiga que me buscaria pra sairmos. Apavorada, com as luzes todas apagadas, sem atender a campainha, fiquei aguardando ela ir embora pra poder pegar o tal ônibus e com o bandido me torturando psicologicamente pelo telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então, que por sorte, milagre ou sei lá o quê, ouço alguém mexendo na porta. Na hora, corri para a cozinha com medo que o cara, do outro lado da linha, ouvisse o barulho e continuasse com as ameaças. Escrevi um bilhete e passei por baixo da porta. Nisso, meu pai entra também muito assustado e eu escrevo novamente para que ele ligue pros meus irmãos porque mesmo os vendo ali na minha frente, ainda não conseguia acreditar que estivesse tudo bem. Estava em pânico e não conseguia voltar à razão. Minha amiga querida, que tinha entrado junto com meus pais, me obrigou a desligar o telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, despenquei no chão e tive uma crise nervosa. Fiquei dura, torta, praticamente sem sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desgraçados (e lamento usar esse termo), ainda ligaram várias vezes em casa até que meu pai desligasse os telefones direto na caixinha... Mas agora, mais calma, agradeço a Deus que meus pais tenham chegado naquela hora, porque se demorassem mais 10 minutos, eu totalmente insana, teria pego o tal ônibus e hoje não sei se estaria aqui, porque não faço a menor idéia do que teria que enfrentar no tal encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sinto muito por me expor desse jeito, sinto muito contar algo tão indigesto e me envergonho por ter me descontrolado tanto e, mais ainda, por ter caído em golpe amplamente divulgado. Mas fiz isso com o intuito de alertar sobre essa nova “modalidade” de crime que envolve essa história de acidente de trânsito. Com uma habilidade assustadora, fui primeiro nocauteada psicologicamente pra depois ser devidamente enrolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento profundamente que isso tenha acontecido comigo e, que mais uma vez, minha crença no ser humano tenha sido abalada. Eu, que desde sempre acredito que a reabilitação de um criminoso passa pelo respeito e reconhecimento das circunstâncias que o levaram até ali, e que até profissionalmente tenho procurado divulgar ações nesse sentido e que, mesmo na faculdade tenho (ou tinha, pretendo abandoná-lo de vez) um projeto de conclusão de curso nessa linha, me sinto injustiçada por ser novamente vítima de algo de tamanha crueldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, sinto-me especialmente assustada e acho que parte da fé que tinha nas pessoas se perdeu, provavelmente de maneira irremediável. Assim que me sentir um pouco melhor, vou fazer um boletim de ocorrência. Apesar de também não acreditar em mais essa instituição, acho que é meu dever de cidadã registrar o que acontece no mundo real, enquanto membros do Legislativo, Executivo e do Judiciário vivem um mundo de fantasia e total desrespeito à população, permitindo inclusive que esse tipo de absurdo aconteça. Culpado não é só o bandido que me ligou. Culpados também são esses homens e mulheres que, sob a proteção do Estado e em seu nome, fazem o que querem nesse país. Única e exclusivamente em benefício próprio, enquanto embaixo dos seus lustrosos narizes, esse tipo de barbaridade, entre tantas outras ainda mais graves, acontece aos montes dia após dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que somente o amor que a gente tem pela família e o carinho que a gente recebe de amigos nas horas mais difíceis são as coisas que ainda podem nos salvar da total desesperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-114469017183426757?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/114469017183426757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=114469017183426757&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/114469017183426757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/114469017183426757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/04/quero-uma-vaga-na-soyuz-s-de-ida.html' title='Quero uma vaga na Soyuz. Só de ida!'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-113897382088921760</id><published>2006-02-03T11:29:00.000-02:00</published><updated>2006-02-03T14:23:40.346-02:00</updated><title type='text'>Como eu fui parar no fundão</title><content type='html'>E aí eu tinha oito anos. E nada de muito espetacular acontecia na minha vida. Na época, tudo parecia uma aventura, mas resumindo drasticamente, meu dia era da cama pra escola, da escola pra frente da TV, da TV pro quintal, do quintal pra beira da saia da minha mãe, chorando depois de brigar com um dos meus irmãos. Do choro era direto pro banho, do banho pra mesa do jantar e dali pra cama de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas naquele dia, algo de novo iria acontecer que mudaria o meu destino! Minha mãe, como fazia todo dia, nos tirou da cama bem cedinho. A gente colocava o uniforme azul marinho e seguia o ritual de escovar os dentes, lavar o rosto, pentear o cabelo, pegar a mochila e colocar o lanche e o suco na lancheira. Aliás, a minha era uma coisa! De couro marrom, meio hippie. Um luxo! Mas quando o suco derramava, o cheiro de vaca molhada era insuportável! Opa, mas eu estou aqui pra falar do primeiro dia do resto da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, todos prontos, arrumadinhos, cheirosos, lá fomos nós. Depois de uma rápida briga pra decidir quem iria sentar no banco da frente, andávamos menos de três quilômetros ao som de "vambora, vambora, olha a hora, olha a hora, vamboooraaa". Na porta da escola era aquela alegria. Encontrávamos nossos amiguinhos como se tivéssemos passado anos no Nepal. E tínhamos tanta coisa pra contar! Isso porque o dia era como eu descrevi agora a pouco, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como sempre, no melhor da conversa, em que provavelmente eu comentava com alguma amiga sobre o desenho do Pica-pau do dia anterior, ou então, negociava meus papéis de carta trocando dois da Moranguinho por um dos Ursinhos Carinhosos, a coqueluche do momento, o sinal tocava. E na escola das irmãs, isso significava exatamente uma freira de bege batendo um sininho irritante pelos corredores e ordenando que entrássemos nas nossas salas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentada, numa das primeiras carteiras bem de frente da "tia", eu abria minha toalhinha de plástico quadriculado, pegava meu estojo com canetas e lápis de 127 cores diferentes quando, de repente, aconteceu! Naquele momento marcado para sempre na minha memória, a professora até então atarantada procurando por algo em sua gaveta, armário, gaveta de novo, depois a bolsa, me chama pelo nome. Nome duplo, aliás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me pede que eu vá até a sala dos professores buscar sua caixinha de giz que havia esquecido. Eu, atônita, no primeiro momento fiquei até vermelha de tanta vergonha. Eu era uma criança patologicamente tímida. Mas depois, fiquei extremamente excitada com a idéia de entrar no reduto deles, meus grandes ídolos até então - os professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar na tão misteriosa e até intimidadora sala, tinha que andar alguns metros e descer dois lances de escada. Coisa de dois minutos. Mas naquele momento, o trajeto parecia pra mim, ter uns dezoito quilômetros. Lembro que andava como se minhas pernas tivessem cinco metros de comprimento e pesassem oito toneladas, tamanha a emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no recinto, até então, proibido, bati e entrei, conforme a orientação pregada na porta. Lá dentro, só uma professora de Desenho Geométrico, que eu só encontraria de novo lá pela sétima série. Simpática, me indicou o armário da sua colega e pegou pra mim a caixinha de giz que eu não alcançava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fui, orgulhosa pela honra de ajudar a professora. Me concentrei porque tinha novamente os dezoito quilômetros pela frente e teria que carregar minhas enormes e pesadas pernas. Coração a mil, mãos suando, nada poderia dar errado... Mas deu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava a alguns centímetros da porta da minha sala, imaginando a professora sorrindo e esperando pelo giz para que pudesse dar início à aula e assim, tranqüilizar aqueles jovens demônios, quando do nada, ou como fruto da inveja da Kelly Gomes que já me odiava aos oito anos, eu tropecei na minha própria perna e despenquei bem na frente da sala de aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o estrondo, a algazarra dos meus colegas parou e, em meio segundo a professora apareceu na porta me encarando com olhos que mais pareciam dois holofotes me denunciando. Eu, de joelhos após testemunhar o fim da tal caixinha e vendo os trezentos pedacinhos de gizes (palavra feeeia!) brancos, amarelos, cor de rosa e laranjas, mal tinha coragem de olhar pra cima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal professora, tão pouco gentil e solidária com a dor que e sentia na alma maior do que a causada pelos hematomas nos joelhos, nem me ajudou a levantar. Ficou mais preocupada em juntar o que sobrou de sua ferramenta de trabalho e entrou na sala sem sequer me agradecer. Tudo bem que seria hipocrisia, mas eu precisava de apoio, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humilhada, entrei na sala da aula olhando pro chão, mas ainda assim percebendo os sorrisinhos sarcásticos daqueles carrascos infanto-juvenis. No dia seguinte, talvez numa tentativa de me tornar invisível, sentei lá atrás, colada na parede e perto dos piores elementos da terceira série B. Por uns dias, doeu. Mas depois, até gostei. Maus elementos eram muito mais divertidos do que aquelas meninas chatinhas que sentam na frente, e que não passam de verdadeiras puxa-sacos ansiosas por um dia irem à sala dos professores buscar uma caixinha de giz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-113897382088921760?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/113897382088921760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=113897382088921760&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/113897382088921760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/113897382088921760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/02/como-eu-fui-parar-no-fundo.html' title='Como eu fui parar no fundão'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-113760748025935455</id><published>2006-01-18T15:45:00.000-02:00</published><updated>2006-01-18T17:12:25.970-02:00</updated><title type='text'>Minha Vida de Artista</title><content type='html'>Devia ter uns cinco. No máximo, seis. Como toda menina, sonhava ser bailarina. Minha mãe, orgulhosa, fez a matrícula. E lá ia eu. Tudo cor-de-rosa, do colant de elanca a meia-calça, passando pelas sapatilhas amarradas ao tornozelo com um laço de cetim. Cabelos devidamente presos num coque torturante ensaiava meus primeiros &lt;em&gt;pas de deux&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ápice da recém iniciada carreira seria a festa de final de ano. Numa das aulas em que montava a coreografia, nossa instrutora quebrava a cabeça tentando planejar o &lt;em&gt;grand finale&lt;/em&gt;. Eu, na época dona de veia artística e habilidade pra dançar que se perderam num momento indefinido em algum dos anos que se seguiram, sugeri algo. Talvez sem idéia melhor, a professora concordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriria um espacate e, com os braços estendidos, outras duas garotas com uma das mãos, segurariam na minha e, com a outra, ergueriam a perna. É brega, mas éramos crianças e nossos pais e avós achariam lindo. De fato, aquela tarde foi gloriosa. Além da apresentação emocionante - considerando que emoção quando se tem seis anos tem um significado bem menos complexo -, eu ganhei meu primeiro livro. &lt;em&gt;O peixinho dourado vai passear&lt;/em&gt;, era uma espécie de &lt;em&gt;Nemo&lt;/em&gt; pré-histórico. Lindo, mas isso eu conto outro dia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Só hoje, pensando nisso, percebo que este foi o mais bem sucedido evento nas minhas frustradas tentativas de ser artista. Anos mais tarde, já na quarta-série do colégio de freiras onde estudei quase a vida toda, um acontecimento na aula de religião me marcaria para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco do salão nobre, pra dezenas de pessoas, encenaríamos o momento em que o anjo Gabriel avisa Maria que ela daria à luz a um menino. Naquela época, nem estranhei o único caso de concepção sem o ato em si que se tem registro. Não sabia mesmo como se fazia "aquilo" e, portanto, o Espírito Santo era uma explicação bastante convincente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, devido mais aos meus dotes físicos – leia-se cabelos encaracolados – do que a qualquer outro motivo, fui escalada pra ser o tal anjo. Minha função era bastante simples. Chegaria pra minha amiga, ali travestida de Nossa Senhora e, lhe faria o anúncio. O texto era o mesmo da oração Ave Maria. Muito tranqüilo pra quem, àquela altura, e muitas aulas de religião depois, já se acostumara a rezar quase que por qualquer motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, na minha túnica de cetim branco, e com uma auréola de flores, responsável por dar mais veracidade ao meu personagem, fui lá e fiz o que tinha que ser feito. "Ave Maria, cheia de graça, blá, blá, blá...". Terminada a minha cena, me retiraria, obviamente de maneira angelical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei três ou quatro passos e, quando tudo parecia muito perto de terminar, a cordinha que servia pra abrir a cortina do palco, surgiu do nada e se enroscou nos meus dois pés ao mesmo tempo. Ajoelhei! E não rezei! Despenquei mesmo. Ouço aquele barulho que fiz quando encontrei o chão de madeira até hoje! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morta de vergonha, roxa e quase tendo um enfarte antes dos dez, saí engatinhando! Sim! O que já estava terrível ficou ainda pior. Mas foi automático. Não poderia me imaginar olhando a cara das pessoas que da platéia, se matavam de tanto rir. O mais triste foi chegar daquele jeito na cochia e ver a cara de espanto das minhas "colegas de trabalho". E ainda tive que ouvir da mais &lt;em&gt;caxias&lt;/em&gt; de todas que tiramos nota 9,0 e não 10,0 por causa do meu tombo... &lt;em&gt;Ah!! Se liga, né minha filha!&lt;/em&gt; Teria dito se não estivesse chorando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos mais tarde, supostamente recuperada daquela cena ridícula, estava eu assistindo &lt;em&gt;Confissões de Adolescente&lt;/em&gt; no Teatro Augusta, quando, no final da peça, a protagonista Gabriela Duarte, avisou que quem quisesse poderia participar de aulas abertas de teatro. Eu logo me animei. Dias depois, lá estava eu no palco, fingindo estar dentro de um pote de mousse num exercício que até hoje tento entender o significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, sei lá por que, devo ter me saído bem nadando no mousse e também em outras simulações igualmente bizarras que o diretor nos passava. Um dia, no final da aula, ele disse que iria montar uma continuação de &lt;em&gt;Confissões&lt;/em&gt; e queria que algumas de nós – eu incluída – participássemos. Fiquei me sentindo! Achando que em pouco tempo, estaria na novela das oito. Ou, melhor ainda, na cerimônia do Oscar, ao lado do meu maior ídolo de então, Tom Cruise. Sim, sim... Eu era muito modesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como tudo tem seu preço, as aulas "gratuitas" e a chance de me tornar uma estrela, me custariam horas debaixo do Sol distribuindo folhetos de outra peça do tal diretor. No começo, achava que o sacrifício seria recompensado quando estivesse de mãos dadas com o Tom (já estaríamos íntimos). O problema é que o diretor/explorador começou também a se mostrar meio maluco e, do nada, sumiu do mapa. Meu pai, que já tinha alertado que o cara estava mais pra pedófilo do que pra um diretor de verdade, soltou, um sonoro "eu te avisei".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim, que aos 16 desisti totalmente de ser uma celebridade. A não ser por uma ou outra &lt;a href="http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/desejo-doido-de-gritar.html"target="_blank"&gt;tentativa de enfrentar um palco devidamente embriagada e munida de um microfone&lt;/a&gt;. No fundo, no fundo, nunca quis mesmo ser uma bailarina ou atriz. Deve ser por isso que nunca deu certo! Era o destino tentando me alertar, minha gente! Ah-haa! Só pode ser isso! Na verdade, sempre quis mesmo é ser cantora... Talvez essa história de trauma de palco seja besteira... E lá no meu íntimo, pode ser que o que eu queira mesmo é reviver aquele momento de glória no palco do pré. Só garanto que da próxima vez que isso acontecer, vou prestar muita atenção onde eu piso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Resolvi escrever este texto ontem, voltando do Centro Cultural Vergueiro. Fui assistir "O que você foi quando era criança?". O autor, &lt;a href="http://www.mutarelli.com.br/"target="_blank"&gt;Lourenço Mutarelli&lt;/a&gt;, um desenhista incrível, escreveu esta peça magnífica e concorre ao Prêmio Shell. Vale a pena ver o Lourenço no teatro, ler seus famosos quadrinhos ou seu romance "O Cheiro do Ralo", que em breve estará nos cinemas. Seu estilo inconfundível e quase sufocante, não deixa ninguém imune... Alerto, entretanto, que meu texto foi inspirado apenas na pergunta que dá nome à peça. A história do Lourenço é muito mais densa e instigante do que qualquer coisa que você possa ler aqui. Aproveite!)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-113760748025935455?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/113760748025935455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=113760748025935455&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/113760748025935455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/113760748025935455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/01/minha-vida-de-artista.html' title='Minha Vida de Artista'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-113698521184022886</id><published>2006-01-11T11:10:00.000-02:00</published><updated>2006-01-11T12:04:11.010-02:00</updated><title type='text'>"Quem é vivo sempre aparece"</title><content type='html'>Em pleno ataque de raiva ou quem sabe, lucidez, chegaria pra ele e como numa sentença, determinaria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E chega de &lt;em&gt;oferecer pérolas aos porcos&lt;/em&gt;!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda:&lt;br /&gt;- Nunca mais vou &lt;em&gt;acender vela boa pra santo ruim&lt;/em&gt;, tá me ouvindo?!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginando tal cena, sentia surgir no canto da boca um sorrizinho sarcástico. Não sabia se a satisfação se devia a se ver expulsando o fulano dos seus dias, ou por usar ditados populares. Ele odeia frases prontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que só conseguisse lhe dar um cartão vermelho assim na teoria ou quando divagava, entendeu que talvez não fosse necessário chegar às vias de fato. Encará-lo seria um desperdício de hormônios. Ficaria ansiosa demais, estressada demais e sentiria-se ridícula demais. Além disso, a emenda poderia sair pior que o soneto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso, percebeu que na verdade ele não fora o único santo ruim a quem teria dedicado sua devoção nos últimos tempos. Isso, mais do que uma fase, já tinha se tornado um estilo de vida. Era sempre assim, suas paixões se tornavam epopéias. Verdadeiras tragédias gregas. Quase a busca pelo Santo Graal!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De repente, fazendo um flash back no capítulo Romances de sua própria vida, ela enfim percebia que, apesar de ter se envolvido com diferentes tipos de homem e nenhum poder ser comparado a outro a ponto de se dizer &lt;em&gt;cara de um, focinho do outro&lt;/em&gt;, na essência eram todos iguais. Ou melhor, a forma como lidavam com ela é que se repetira infinitas vezes. Mas talvez isso fosse apenas uma reação a seu próprio comportamento, imaginou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter paciência para jogos de sedução, ela costumava ser prática e direta. Demonstrava claramente o que sentia, ou simplesmente, abria o jogo. E, como conseqüência, espantava o cara. Não entendia como isso acontecia, porque simplesmente acontecia. Aí então, lembrou de um amigo que um dia lhe disse que no fundo, no fundo, o que homem gosta mesmo é de “mulherzinha”. Do tipo à moda antiga, sabe? Que espera ser conquistada e não se “atreve” a dar o primeiro passo. Antes duvidara daquilo, mas agora começava a imaginar que talvez pudesse ser verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, não se sentia tentada a mudar. Aliás, não via a menor possibilidade de passar a ser uma “mulherzinha” de um dia pro outro. Nem mesmo em muitos dias. Sendo assim, não via outra solução a não ser continuar sua saga em busca de alguém valente o bastante pra viver uma história de verdade, sem cenas ou joguinhos. Afinal já era grandinha o bastante pra saber que se violentar tentando ser quem nunca foi, não era nada saudável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez, lá no íntimo ainda acreditasse que um dia, as coisas teriam um desfecho diferente. Vai saber, né? De repente, a história de que &lt;em&gt;água mole em pedra dura, tanto bate até que fura&lt;/em&gt; pode funcionar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-113698521184022886?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/113698521184022886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=113698521184022886&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/113698521184022886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/113698521184022886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2006/01/quem-vivo-sempre-aparece.html' title='&quot;Quem é vivo sempre aparece&quot;'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-113015830023871546</id><published>2005-10-24T10:48:00.000-02:00</published><updated>2005-10-24T13:48:56.963-02:00</updated><title type='text'>Vem comigo?</title><content type='html'>Numa manhã que se mostraria perfeita, você me acordava beijando minhas costas, beijando minha nuca, beijando minha boca. Sem falar nada, você sugeria ficarmos mais tempo na cama adiando a rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia que não pedia retoques, o Sol veio na medida, chamando para a rua  e aquecendo a pele. Sem compromisso, andamos por horas, falamos por horas, silenciamos por horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele domingo que talvez fosse uma sexta ou até mesmo uma segunda, o calendário não importava. Coisas chatas que podem acontecer num dia qualquer não poderiam estragar o dia que seria incomparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde perfeita não precisava de nada de mais. Tinha espaço pra tudo o que existe num dia comum. Mas naquele dia cozinhar, almoçar ou relaxar tinha outro gosto, outro cheiro, outra graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia que parecia inventado, assistimos a filmes irretocáveis, ouvimos músicas feitas para nós, rimos um do outro, rimos um pro outro, rimos por tudo e por nada. Até chorar de tanto rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia perfeito não falamos de futuro, não planejamos o mês que vem, o ano que vem e sequer pensamos no dia "que vem". Os momentos que se somavam em minutos e horas supriam a ansiedade e ignoravam a realidade de um dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite que encerraria o dia perfeito, não precisávamos de nada que não nos coubesse. Não queríamos fórmulas ou formalidades. Sem cerimônia, sentamos numa mesa qualquer, pedimos uma coisa qualquer e falamos sobre um assunto qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso dia perfeito a outros olhos poderia ser um dia banal. Mas teria sido naquele dia que nos conheceríamos como ninguém. Você não usaria armadura ou máscara. Não teria medo de se mostrar como é e não me impediria de ser quem eu sou. Não temeria sequer entender o que eu sinto e se permitiria também sentir de tudo. O dia que imagino perfeito só o seria para nós dois. O resto do mundo, ignorando nossa cumplicidade, continuaria lamentando a rotina e se queixando do tempo, das horas e dos dramas reais ou criados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia imaginado perfeito, nada me faltaria. Mas por enquanto falta você saber e querer viver um dia comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-113015830023871546?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/113015830023871546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=113015830023871546&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/113015830023871546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/113015830023871546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/10/vem-comigo.html' title='Vem comigo?'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112974843468130301</id><published>2005-10-19T16:58:00.000-02:00</published><updated>2005-10-19T17:21:11.756-02:00</updated><title type='text'>Porque sim!</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eu voto Sim&lt;/strong&gt;. Poderia dizer que é porque já senti a frieza de uma pistola cromada na nuca. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não é somente com isso que se resolve o problema da violência, mas me recuso a compactuar com a venda de um instrumento que só serve para matar. Ainda que seja em legítima defesa, uma arma só tem mesmo esta finalidade - matar e te igualar a quem chamamos "bandido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Poderia dizer que &lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt; porque fiquei por dias com o zunido da bala, que atravessou o banco do meu carro, no ouvido. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo tem o Referendo. Você já sabe disso. Eu vou logo cedo porque sou mesária e digito o 2 lá. Com convicção. Mesmo sabendo que nada muda assim de uma dia pro outro. Mas se eu estivesse na Terra há milhares de anos, lá atrás antes de Cristo, quando o chinês inventou a pólvora e, se soubesse que chegaríamos ao ponto em que estamos, dava um jeito de fazê-lo desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Poderia dizer que &lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt; porque aquela bala poderia ter pego no meu ombro, me matado ou aleijado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas prefiro dizer que &lt;strong&gt;Sim&lt;/strong&gt;, porque não vejo outra finalidade para a existência de uma arma que não seja matar. Algumas vezes, com muita sorte, o tiro não te acerta. Em outras, ela "só" fere ou deixa pessoas imobilizadas pro resto da vida, mas foi feita pra matar. E como não tenho a menor intenção em viver numa sociedade em que todo mundo pode sair atirando em todo mundo, digo que Sim. Ainda prefiro a civilidade ao estado de natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sim!! Porque sim, ué!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Não ia escrever sobre o referendo, mas a &lt;a href="http://www.novae.inf.br"&gt;Novae&lt;/a&gt; me inspirou e logo depois o &lt;a href="http://quepartevoceperdeu.blogspot.com/2005/10/o-texto-abaixo-infelizmente-no-meu-mas.html"&gt;blog do Zagaia&lt;/a&gt; me "provocou")&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112974843468130301?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112974843468130301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112974843468130301&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112974843468130301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112974843468130301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/10/porque-sim.html' title='Porque sim!'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112871245043854899</id><published>2005-10-07T16:01:00.000-03:00</published><updated>2005-10-07T17:30:38.750-03:00</updated><title type='text'>Você melhor</title><content type='html'>Quinta à noite, relaxando depois de dias lotados, busco na TV por algo que possa me distrair. Encontro uma reprise de &lt;em&gt;Melhor é Impossível&lt;/em&gt;. Melvin e Carol (Jack Nicholson e Helen Hunt) estão num restaurante numa primeira tentativa de um primeiro encontro. Ele é estranho e ela não fica muito atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando fazer com que ele pareça um pouco mais normal, Carol pede que lhe faça um elogio. Melvin então, começa a contar que no dia seguinte à sua visita, ele voltou a tomar as pílulas receitadas pelo médico. Pra quem não lembra, o personagem do Jack Nicholson era estranho crônico mesmo. Do tipo que precisa de remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entender o significado daquilo tudo, ela pede mais explicações. &lt;em&gt;“Por você eu quero ser um homem melhor”&lt;/em&gt;. Simples assim, e forte assim. Carol fica literalmente de boca aberta e olhos marejados. Confesso que eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ali, por alguns instantes pensando em como é real isso de querer ser alguém melhor pra quem se gosta. Quando se está envolvido, a gente se cuida mais. Não só da embalagem. Também prestamos mais atenção em como nos comportamos na frente da pessoa, escolhemos as palavras que vamos usar e tentamos deixar transparecer só nossas melhores qualidades. Nada mais natural, né? Na tentativa de conquistar o outro, imaginamos que só a melhor versão de nós mesmos pode nos ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, na verdade, acho ótimo esse processo. Você se doa integralmente e oferece tudo o que tem de mais legal. Para alguns pode até parecer entrega demais, mas eu acho que é honesto demais. Isso sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas comecei a avaliar também quando o outro não dá a mínima pra você e, em resposta, te oferece sua versão mais chinfrim. Vendo seu interesse, e não tendo intenção em retribuir, ele (ou ela) começa a ser uma pessoa pior pra você. É a total falta de sintonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me pergunto se a pessoa acha mesmo que sendo assim vai se sair bem na tentativa de te fazer desencanar. De fato pode até te fazer esquecer, mas a que preço, né? Eu acho isso muito triste. Ninguém é obrigado a gostar. Mas também não vale te fazer desgostar na marra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falta de coragem de deixar tudo às claras, ou talvez por puro descaso, a pessoa começa a ser uma versão às avessas de si mesmo. Se um dia foi gentil, atencioso e interessante, de repente começa a se mostrar mesquinho, indelicado e se iguala a um outro qualquer. É lamentável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é nada simpático tentar transformar um sentimento legal em algo desagradável. Todo mundo um dia já deve ter passado por experiências assim e, provavelmente já esteve dos dois lados da história. Portanto, sabe bem como é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, nunca escolha o caminho do descaso aparentemente mais fácil . Usufrua do seu dom de se comunicar, tente esclarecer tudo e, se não tiver interesse em retribuir àquele sentimento, lembre-se de como é estar do outro lado. E, por favor, seja ao menos gentil, ok?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112871245043854899?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112871245043854899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112871245043854899&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112871245043854899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112871245043854899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/10/voc-melhor.html' title='Você melhor'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112802927074812286</id><published>2005-09-29T18:24:00.000-03:00</published><updated>2005-09-29T18:31:12.540-03:00</updated><title type='text'>Todo amor</title><content type='html'>Ela com 13. Ou 14? Ele era amigo do amigo da amiga. Tinha jeito de ser o cara errado. Ela estreava um padrão. Mas não sabia. Ele não se apaixonou. Mas fingiu bem. Ela, tonta, acreditou. Sorria de um jeito engraçado, diziam. Eu adoro, ela dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ainda tinha pouco mais de 14 quando se apaixonou também por uma música. All My Love, Led Zeppelin. Ele dizia que lembrava dela quando ouvia. Ela nunca tinha escutado, mas já amava. Ele lembra de mim - suspirava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se tem entre 13 ou 14 as coisas demoram mais. Foram meses até "ficarem". Ela era tímida. Ele não. É que ele não gostava dela. Mas ela, sim!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 14, perde-se o sono depois de um beijo. E sonhando acordada, ela ouviu All My Love no rádio. Pela primeira vez. Aquilo sim era o que faltava pra uma história perfeita! - suspirou de novo. Mas o dia ainda seria longo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com pouco mais de 13, decepção já dói. Aquele beijo demorou e demorou. Mas pra beijar a outra, ele foi rápido. E a segunda também. No dia seguinte. Ela viu. E chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se vão mais de 14 anos. Hoje ela nem liga pra ele. Aliás, de certa forma, agradece. Sobrou All My Love e todo o Led Zeppelin.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112802927074812286?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112802927074812286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112802927074812286&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112802927074812286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112802927074812286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/todo-amor.html' title='Todo amor'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112779279216299506</id><published>2005-09-27T00:37:00.000-03:00</published><updated>2005-09-27T10:08:39.966-03:00</updated><title type='text'>Moreno</title><content type='html'>A pessoa vai ficando mais exigente com o tempo. Não tem jeito. Ainda que enfrente “acidentes de percurso” e se envolva com alguém totalmente fora do perfil, todo mundo vai criando seu modelo ideal e sai pela vida em busca dele. Tira isso, põe aquilo... Deleta de vez alguns defeitos abomináveis, mas até aceita alguns que dão um certo tempero pra qualquer história com jeitão de vida real. Todo mundo é assim! Com ela, portanto, não é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando adolescente, seu “tipo ideal” era moreno. E ponto. Conheceu até alguns loiros, mas pôde confirmar que o que gosta mesmo é de um moreno. Não me pergunte o porquê. Aliás, nem a mim e nem a ela. Não saberíamos responder. Mas ainda que seus critérios para definir o modelo ideal fossem até então, superficiais, este “quesito” a acompanharia pelo resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos e as paixões adolescentes foram passando e ela foi adicionando alguns critérios ao perfil que ia criando. E já não era só a embalagem a sua preocupação. Conteúdo. Ela tinha chegado, definitivamente, em questões mais profundas. É bem verdade que no começo, profundidade para ela poderia se resumir ao gosto musical, por exemplo. Rock’n roll, no caso. Pode parecer bobeira hoje em dia, mas quando se tem 15 anos, é fundamental compartilhar uma banda e um guitarrista favoritos. Pelo menos, ela achava. Aliás, descobriu cedo que essa história de opostos que se atraem só funciona com os imãs mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme ia amadurecendo, características realmente importantes seriam incorporadas ao tal perfil. Ela, que começou a votar logo aos 16 anos e pintou a cara pra passear na Paulista com as amigas e ajudar a “empichar” o Collor, tinha certeza que mais dia, menos dia, se apaixonaria por um petista. Sendo assim, no dia em que um amigo do cursinho a convidou pra matar aula e acompanhar um comício da Erundina, ela viu que estava perdida. Ficaria amarrada àquele esboço de revolucionário e passaria anos querendo se enroscar nos seus cachinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Outra coisa importante é que a pessoa vai “emprestando” características legais de um e tentando encontrá-las em outros pelo caminho. Cachinhos por exemplo, foram quase uma obsessão por muito tempo. Até que, depois de anos, reencontrou o menino do comício. Ele já não tinha mais aquele cabelo fofo e estava grisalho. Ou seja! Esta poderia ser uma alternativa a se considerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no tal reencontro, ela se tocou que a essência dele continuava a mesma. Não! Eles não foram a uma reunião do partido. Como pessoas normais, foram a um barzinho. Foi durante um papo despretensioso... Ele falou umas coisas que a fizeram perceber que mesmo com alguns cabelos brancos e curtinhos, ele ainda era o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ela entendeu que o que a atraía não era um sorriso legal ou o cabelo deste ou daquele jeito. Talvez nunca tenha sido. Ela gostava mesmo era de meninos bons. Ainda que seja para tomar uma cerveja no bar, ou para enroscar os pés embaixo do cobertor (ou as duas coisas, quem sabe?), ela acha que o cara tem que ter caráter e princípios, sabe? Tudo bem que namorou um loiro malufista, mas mesmo ele tinha alguns valorezinhos. Ah!! Mas espera aí! Malufista é demais!! – você poderia dizer. Ela até hoje se defende dizendo que foram só três meses. No fundo, no fundo, eu sei que ela acha que foi tempo demais! Mas tudo bem... Lembra dos “acidentes de percurso”? Todos estamos sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ela tem um modelo ideal &lt;em&gt;under construction&lt;/em&gt;, digamos. Ela continua incorporando umas coisinhas aqui, abrindo mão de outras ali, até porque sabe que por ser ideal, ele está lá – no plano das idéias. E enquanto estiver só na busca, ela pode imaginar o que bem entender. Pode desejar por exemplo que, além de petista, ele também esteja confuso, porque se estiver colocando as duas mãos no fogo pelo partido, ela pode achar que ele é louco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ele tem que gostar de cinema, de Chico Buarque - além do rock, de chocolate, de vinho branco, de creme de milho, de criança, de cachorro, de gato, de passarinho (voando), de praia tranquila, de montanha, de massagem, de dormir abraçado, de beijar, de fazer e receber cafuné, de dirigir, de conversar e de ficar quietinho também. E precisa saber lavar louça e gostar de cozinhar, também seria ótimo. E que seja sãopaulino, anota aí – ela pede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, apesar de tantas exigências, ela admite que topa fazer algumas concessões. Mas, por favor! Que seja moreno! – lembra. Hum... Olha, não sei não, mas depois disso, me pergunto se realmente, a pessoa vai ficando mais exigente com o tempo. Será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112779279216299506?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112779279216299506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112779279216299506&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112779279216299506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112779279216299506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/moreno.html' title='Moreno'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112740137901955667</id><published>2005-09-22T12:01:00.000-03:00</published><updated>2005-09-22T13:28:40.046-03:00</updated><title type='text'>Flores em você</title><content type='html'>Acordou, abriu a janela, respirou fundo e sorriu! É primaveeeraaaa! Vai chuvaaa! – cantou. E lembrou que esta é conhecida como a estação do amor. Além de ser época das flores, dizem também que os bichos por aí procriam mais de setembro a dezembro. Uhuuu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto estava lá na janela reparando também nas flores que já estão no quintal há algum tempo (as estações andam meio malucas, mas esta é outra história), viu dois bem-te-vis brigando. Estavam mesmo quebrando pau. Nunca tinha visto nada parecido. E logo imaginou que aquilo poderia não ser um bom sinal! Como pode uma briga de passarinhos na primeira manhã de primavera! Eles deviam é estar namorando no telhado como sempre fazem e não se estapeando logo cedo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pro trabalho pensando naquela cena. Afinal, é impossível não prestar atenção em dois pássaros amarelos com aquele pio estridente envolvidos num arranca rabo. Concluiu que definitivamente aquela briga não combinava com a primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E num daqueles momentos de introspecção, começou a perceber que pela rua, todo mundo ainda tinha cara de inverno. Não pareciam carregar um ar apaixonado como acreditava que a primavera (ou pelo menos o primeiro dia) exigia. Mas mesmo assim, ainda que ninguém lembre, a estação chega! Ô se chega!! Como disse Cecília Meirelles ela vem, &lt;a href="http://www.releituras.com/cmeireles_primavera.asp"&gt;“mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la”&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou no trabalho meio desiludida por não ter encontrado na rua nenhum sinal de estação do amor. Porém, seu ânimo mudaria em pouco tempo. Leu em algum lugar da internet que o inverno só vai embora às 19h23 de hoje. Ficou novamente otimista! Torceu pra que amanhã os bem-te-vis já estivessem de bem. E desejou também que sua sexta-feira fosse digna de uma primavera. Não, não! Ela não pretende procriar! Mas flores, sim! Seriam muito bem vindas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112740137901955667?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112740137901955667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112740137901955667&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112740137901955667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112740137901955667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/flores-em-voc.html' title='Flores em você'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112732038644244172</id><published>2005-09-21T13:24:00.000-03:00</published><updated>2005-09-21T15:07:59.996-03:00</updated><title type='text'>Inacabado</title><content type='html'>&lt;em&gt;Desperdício: ato ou efeito de desperdiçar; esbanjamento; uso sem proveito; perda; todas as coisas que não se aproveitam...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casualmente ela abriu o dicionário e estava lá. Desperdício - substantivo masculino. E como era habitual, mudou de órbita por alguns instantes. Aquelas palavras, até então somente no papel, agora ecoavam nos seus pensamentos. Sem proveito! Perda!! De tempo, de energia, de palavras, de sentimentos, de atenção, de desejos, de muita coisa - suspirou pensando no que vinha passando nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria ser proibido por lei desperdiçar tudo isso - imaginou. Chegou a pensar que o governo - ou sei lá quem - deveria baixar uma Portaria proibindo que qualquer pessoa dedicasse um minuto que fosse da sua energia a quem não demonstra o menor interesse em retribuir. Como no apagão! Todo mundo foi obrigado a economizar energia. Na vida, deveria ser igual - pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais românticos, falam que o bom mesmo é gostar, dedicar-se a alguém e se entregar. Já fui assim - lamentou. E foi honesta reconhecendo que talvez no dia seguinte, ou mesmo em algumas horas, voltaria a ser exatamente do mesmo jeito. Mas naquele exato momento em que abriu o dicionário, sentia-se uma esbanjadora de atenção e sentimento a quem não dá a mínima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginou-se jurando nunca mais fazer isso. Ela, que acreditava, sobretudo no poder das palavras, chegou a colocar a mão sobre o dicionário. Estava quase se levantando e proferindo um juramento, quando voltou a si e lembrou que nesse ponto, era totalmente impotente. De repente, é aquela voz, aquele jeito, aquela cor, aquele cheiro, e pronto! Esqueço tudo e lá vou eu oferecer assim de graça o que tenho de mais honesto dentro de mim mesmo sabendo que não vem nada de volta! – concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomeçou então o que estava fazendo. Mas vez em quando, se perdia em pensamentos novamente. Como se lembrasse de um filme tantas vezes visto e revisto, via-se se derretendo em atenção e suspiros a alguém em outra sintonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dia ela mude. Ela, aliás, aprendeu na Antropologia que o ser humano é inacabado. Em constante mutação. Desde que se deu conta disso, já não se sentia tão mal por não saber direito quem era. Mas naquele instante, a única coisa que conseguia repetir pra si mesma era: Esta sou eu! Talvez se justificando, ou quem sabe, se lamentando... Quem poderia saber?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112732038644244172?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112732038644244172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112732038644244172&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112732038644244172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112732038644244172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/inacabado.html' title='Inacabado'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112671287091044736</id><published>2005-09-14T12:46:00.000-03:00</published><updated>2005-09-14T13:03:06.526-03:00</updated><title type='text'>Ê parrê</title><content type='html'>Um dia eu paro no Tarô!, ela dizia. E compro um livro de I-ching e tomo banho de descarrego e viajo pra Araçatuba pra falar com a Dona Teresinha e subo a escadaria da Penha de joelhos. Pensava nisso tudo quando desejava algo que até mesmo pra ela era distante demais. Ganhar uma promoção da noite pro dia que lhe dobrasse o salário, perder quilos sem abandonar o Petit Gateau, acertar seis números, receber um telefonema no meio da noite chuvosa. Ah! Se isso acontecer, vou pra Aparecida a pé no dia da Santa, prometia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na verdade, ela era meio cética. Ou melhor, acreditava em tudo e ao mesmo tempo em quase nada. Era teimosa, sabe? Quando cismava com uma coisa, nem Deus em pessoa poderia fazê-la desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, era do tipo curiosa. Lia três ou quatro horóscopos por dia. E perguntava coisas pros oráculos da Internet. E meio que boicotava aqueles que “diziam” coisas que ela não queria “ouvir”. Se a resposta fosse diferente da que esperava, nunca mais voltava naquele site. E ia procurando, procurando, procurando até achar: “Sim, sim!! Vocês são almas gêmeas”, ou algo do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, ela resolver conferir ao vivo. De repente, no mundo real, o contato com os astros seja mais confiável! - imaginava. Duvido que esses oráculos usem mesmo a Internet. É isso mesmo. Vou no Tarô de verdade pra ver como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi. E ficou confusa. E saiu cantando Chico Buarque... &lt;a href="http://chico-buarque.letras.terra.com.br/letras/45128/"&gt;&lt;em&gt;“Mas se a ciência provar o contrário... E se o calendário nos contrariar... Mas se o destino insistir em nos separar... Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas, os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos, profetas, sinopses, espelhos, conselhos... Se dane o evangelho e todos os orixás. Serás o meu amor... Serás, amor, a minha paz..."&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, não tinha jeito. Definitivamente era uma cabeça dura e o caso talvez fosse de internação, não de oráculos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112671287091044736?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112671287091044736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112671287091044736&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112671287091044736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112671287091044736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/parr.html' title='Ê parrê'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112670972443516766</id><published>2005-09-13T23:51:00.000-03:00</published><updated>2005-09-14T12:45:40.236-03:00</updated><title type='text'>Ter uma trilha</title><content type='html'>Querida D.,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me apresentou a “sua” música e me contou sua história. Achei ótimo! Sou do tipo que acredita que quem tem uma história, tem também uma música. Já tive músicas sem histórias, mas nunca história sem trilha sonora completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando na sua. &lt;em&gt;“&lt;a href="http://ana-carolina.letras.terra.com.br/letras/258918/"&gt;É isso aí... Como a gente achou que ia ser... A vida tão simples é boa&lt;/em&gt;”&lt;/a&gt;. Já te disse isso, mas não custa repetir: nada mais certo! O que mais se pode querer da vida a não ser que ela seja simples? E quando as coisas começam a ir pro lugar, ela vai justamente ficando assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho é sempre complexo e acho que se não for assim, é sem graça. Mas de repente, tudo se encaixa e fica assim - elementar, simples, básico, mas nem por isso chato. É questão de momento. Tem horas em que o vendaval é onde a gente quer estar. Mesmo negando. Mas chega um dia em que não desejamos nada além de uma brisa confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando sem história, mas cheia de músicas. Ontem quando liguei o rádio, tocava: &lt;a href="http://nana-caymmi.letras.terra.com.br/letras/47557/"&gt;“&lt;em&gt;Recordo um amor que perdi, ele ri... Diz que somos iguais, seu eu notei... Pois não sabe ficar e eu também não sei... E gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos... Que amores terminam no escuro, sozinhos&lt;/em&gt;”&lt;/a&gt;. Menina, eu viajo e você sabe. Mas uso alguma lógica nas minhas viagens e achei que essa música da Nana Caymmi era perfeita pro meu momento. E é isso mesmo - MEU momento, porque é algo que pertence exclusivamente a mim. Por isso não tenho ainda uma história, no máximo, estou num monólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o resultado é que estou desde ontem cantando a mesma música. Sabe quando gruda? Então... Tento pensar em outras, me concentro num rock´n roll, mas não dá. A Nana volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho até pensado em ouvir um Bonde do Tigrão, ou algum hit do Latino. Esse sim é o tipo de música que praticamente nos deixa possuídas, não é?  Pode-se até odiá-las, mas uma vez ouvidas, elas tomam conta o resto do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar... “Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer....”. Opa! Uma festa no apê ia bem, hein? Vamos combinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo &lt;em&gt;e é isso aí&lt;/em&gt;, porque &lt;em&gt;a vida sempre continua&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112670972443516766?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112670972443516766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112670972443516766&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112670972443516766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112670972443516766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/ter-uma-trilha.html' title='Ter uma trilha'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112653657225856329</id><published>2005-09-12T11:48:00.000-03:00</published><updated>2005-09-12T11:49:32.263-03:00</updated><title type='text'>Sem</title><content type='html'>Sem inspiração, &lt;br /&gt;sem vontade, &lt;br /&gt;sem ânimo, &lt;br /&gt;sem calça nova que eu vi na Zara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem blusa,&lt;br /&gt;sem jaqueta,&lt;br /&gt;sem sandália&lt;br /&gt;sem restituição do Imposto de Renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dinheiro, &lt;br /&gt;sem crédito, &lt;br /&gt;sem saldo, &lt;br /&gt;sem esmalte na metade dos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem hidratação,&lt;br /&gt;sem drenagem,&lt;br /&gt;sem massagem,&lt;br /&gt;sem o calor que fazia ontem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem meias,&lt;br /&gt;sem sapato fechado,&lt;br /&gt;sem manga longa,&lt;br /&gt;sem você.......................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem você... E com frio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112653657225856329?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112653657225856329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112653657225856329&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112653657225856329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112653657225856329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/sem.html' title='Sem'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112623716719012123</id><published>2005-09-09T00:33:00.000-03:00</published><updated>2005-09-09T09:15:41.150-03:00</updated><title type='text'>O amor é filme</title><content type='html'>Envolvia-se com filmes. Ria, chorava, ficava com raiva... Em poucos minutos, aqueles personagens, eram quase íntimos pra ela. Revendo Lisbela e o Prisioneiro, logo se viu na mocinha. Como eu, ela também se entrega ao que rola na tela. Ok, começamos bem – pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história vai sendo construida e aparece Inaura. A mulher sedutora e maluca que vai bagunçar a vida do Leléu, o Prisioneiro. Ah, não! - pensava ela. Nunca me imaginei Inaura! E a cada acontecimento novo, a cada situação em que mocinha, mocinho e a outra se envolviam, ela tinha mais certeza. Nasci pra ser Lisbela, não Inaura! – quase gritou sozinha na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se viu coadjuvante numa comédia romântica e muito menos na sua vida. O que era praticamente a mesma coisa. Já há algum tempo que sua vida vinha se parecendo com uma comédia romântica... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas ainda que andasse meio confusa, achava que seu destino era ser a Lisbela de alguém. Tinha que ser assim. Mesmo seu roteiro estando inacabado, sabia que seu lugar deveria ser o de protagonista. Pensou então, que sua vida estava naquele momento em que as coisas ficam confusas demais, mas que logo apareceria alguém para ajudá-la a resolver tudo. Como num filme de amor desses deliciosamente água com açúcar, o final feliz era só uma questão de tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai... Tomara que seja com o Leléu, suspirava apaixonada. Tsc, tsc... Nessa hora sim, ela se transformou na tonta da Inaura. Ele disse que não existe amor por tabela e que seu coração estava amarrado ao de Lisbela. Mesmo assim, tanto Inaura quanto ela não desistem. Bom, mas se é verdade que toda história de amor merece um final feliz, pelo visto deve demorar um bocado ainda para que subam os créditos desse filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112623716719012123?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112623716719012123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112623716719012123&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112623716719012123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112623716719012123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/o-amor-filme.html' title='O amor é filme'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112623355887386467</id><published>2005-09-08T23:38:00.000-03:00</published><updated>2005-09-08T23:39:18.876-03:00</updated><title type='text'>Desejo doido de gritar</title><content type='html'>A noite começou inusitada. Ela no palco, como já havia desejado outras vezes. “Minha garganta estranha quando não te vejo...” - cantava. E tinha uma banda e tinha platéia. É verdade que ela estava meio embriagada, mas se não fosse assim, talvez não tivesse a coragem que a situação exigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre, gostava de cantar. Mas sua arte era outra e a vida tinha outros planos. Limitava-se a cantar enquanto dirigia, tomava banho ou fazia, sei lá, faxina, ou algo assim. Nunca num palco. Mas naquela noite, o vocalista da tal banda era seu amigo e propôs um desafio – quem cantasse melhor Ana Carolina, levaria um prêmio. Pôxa, Garganta tá pra mim! – pensou ela que adorava as músicas da cantora mineira e que a vinha ouvindo e cantando muito ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira “candidata” cantou, depois veio ela. Tranquila, subiu ao palco, pegou o microfone e ao ver sua pequena, porém empolgada platéia, se deixou contagiar e cantou. Desafinou um pouco, é verdade. Talvez fosse o efeito da cerveja, ou da falta de talento, mas o fato é que a outra candidata não tinha se saído muito bem. Sendo assim, o público decidiu: a ganhadora era ela. Feliz, foi buscar o primeiro, e provavelmente único cachê da sua meteórica “carreira” de cantora – uma cerveja geladinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tomava seu cachê pensava em como, às vezes, surpreendia-se consigo mesmo. Ela, que normalmente era bastante tímida, minutos atrás estava lá cantando, desafinando e pagando um mico no palco. Lembrava também da letra da música sem imaginar que em algumas horas, aquela poderia se tornar a trilha sonora perfeita. “Venho madrugada perturbar teu sono, como um cão sem dono me ponho a ladrar. Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso, tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar”. É... Aquela noite terminaria inusitada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112623355887386467?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112623355887386467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112623355887386467&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112623355887386467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112623355887386467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/desejo-doido-de-gritar.html' title='Desejo doido de gritar'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112597850470300717</id><published>2005-09-06T00:45:00.000-03:00</published><updated>2005-09-06T11:53:09.326-03:00</updated><title type='text'>Upgrade de Adjetivos</title><content type='html'>Depois de horas de bate-papo pelo MSN por dias a fio, ela finalmente tivera coragem de chamá-lo pra um encontro. Trabalhavam juntos, mas eram discretos e resolveram sair separados para não gerar comentários na firma. Foi ele quem sugeriu que fizessem assim e, minutos depois dele ter ido embora, ela saiu. Antes passou no banheiro, retocou a maquiagem e verificou se estava tudo certo com o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caminho do tal bar, ela ia pensando nas qualidades dele e tentando elencar o que mais o atraía. O bom humor! Claro! Ele era &lt;b&gt;engraçado&lt;/b&gt;. Engraçadíssimo, aliás! Riam muito pelo MSN. Era hahahaha pra lá, hihihihi pra cá e uns aHUHAUHuahUAHUAuH quando a piada era muito boa. Àquela altura da vida, um homem divertido, era o que ela mais queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no bar, ela logo o viu falando ao celular e, claro, rindo muito. Sem nem saber o assunto, um pouco constrangida com o encontro e por ter que ficar esperando que ele desligasse o telefone, começou a rir também. Uma risada meio nervosa, é verdade. Mas devia ser a ansiedade. Ela esperava por este encontro há dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele enfim desligou o telefone, levantou-se para cumprimentá-la e disse: desculpa, era a minha namorada. Controlando-se para não engasgar com o chope que o garçom acabava de lhe entregar, a única coisa que ela conseguiu foi perguntar se ela estava bem. Ah, que droga?! Como assim “ela está bem”? Como se eu estivesse realmente preocupada! Nem sei quem é ela! Aliás, nem imaginava que existia uma namorada! Pensava irritada, mas disfarçando com um sorrisinho e comendo bolinho de arroz pra evitar falar até que recuperasse a calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles então, conversaram sobre amenidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Tá calor hoje, né?&lt;br /&gt;_ É... Mas vi na internet que tá vindo uma frente fria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum tempo em silêncio, ele perguntou se não seria bom pedir ao garçom que lhes trouxessem dois notebooks. Pelo computador, a gente conversa muito mais... Hahahahaha, riu da própria piada. Que &lt;b&gt;espirituoso&lt;/b&gt;, o babaca. Pensou ela. Mas até que não seria má idéia, assim poderia olhar no histórico do MSN se algum dia ele contou que namorava! Claro que não contou! Ela se lembraria!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então, sentindo-se o dono da situação disse que sabia o motivo de estarem ali. Ele já tinha percebido seu interesse, mas como ela tinha visto, estava namorando. De qualquer forma, eu me sinto lisonjeado, disse pegando sua mão e fazendo um olhar de gratidão que a deixou enjoada até. LISONJEADO... Ela sabia que odiaria aquela palavra pelo resto da vida. Para ela, aquilo era algo que se diz quando o cara é convidado de honra de uma festa ruim e ao rejeitar o convite, diz: olha, estou lisonjeado, mas vou ter que ir no enterro da minha vó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, para que a noite não fosse totalmente perdida, ela ainda tomou uns dois ou três chopes antes de se despedir. Eu te acompanho, disse o fulano tentando ser gentil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ela já dentro do carro, ele diz: amanhã então, a gente se fala pelo MSN, tá? Ah, claaaro, disse ela. Vai esperando, &lt;b&gt;palhaço&lt;/b&gt;! - sussurou. E saiu cantando pneu e jurando que assim que chegasse em casa, colocaria o imbecil na lista de bloqueados. Isso sim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112597850470300717?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112597850470300717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112597850470300717&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112597850470300717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112597850470300717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/upgrade-de-adjetivos.html' title='Upgrade de Adjetivos'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112591071543348825</id><published>2005-09-05T05:58:00.000-03:00</published><updated>2005-09-05T09:41:19.700-03:00</updated><title type='text'>Insone</title><content type='html'>São quase seis. Deitei ainda não eram duas. Fiz o que faço toda noite. Escovei os dentes, lavei o rosto, coloquei pijama desses bem confortáveis e nada sexies que se usa pra dormir sozinha e me deitei como faço sempre. Pela regra, a próxima etapa seria o sono chegar, eu apagar rapidamente e acordar somente com o despertador do celular. Mas hoje não foi assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia muito e eu fiquei prestando atenção no barulho da chuva, nos trovões e nos clarões de alguns relâmpagos. Só que em outras noites, isso me faria dormir ainda mais rápido. Mas não hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tive insônia. Várias vezes, aliás. Mas elas sempre vinham acompanhadas de um bom motivo. Um problema desses do coração, a saúde abalada de alguém que eu amo ou minha mesmo, o trauma e o insistente barulho daquele tiro felizmente mau dado... Motivos, motivos, motivos. Mas hoje não. Pelo menos não a princípio. Nada me parece tirar o sono hoje em dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que pra essa insônia fazer sentido, comecei a pensar em tudo o que poderia ter esse poder. Amanhã (ou melhor, hoje) tem cheque pra cair na conta descoberta e o aluguel pra pagar. Tenho muito trabalho a fazer, textos pra ler, coisas pra pesquisar e estudar. Minha mãe está afônica e não quer ir no médico. A ração da Branquinha acabou e logo cedo vou ter que correr no supermercado. Quero começar a nadar, mas não fiz depilação e vou ter que apelar para a gilete e sou alérgica a ela. Estou adiando uma faxina há dias e a coisa está começando a ficar fora de controle. Tem aquele cara que eu gostaria que me chamasse pelo menos pra um cinema, mas ele não vai fazer isso e já usei com ele mesmo, todo o meu estoque de valentia. E agora escrevendo isso, começo a espirrar e talvez esteja chegando uma gripe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhh! Que alívio poder ter motivos pra perder o sono. A dúvida de não saber porquê seus olhos insistem em ficar abertos quando todo mundo deve dormir é muito ruim. O saldo negativo disso tudo (fora o da minha conta) é que agora já está quase amanhecendo e a realidade está clareando pra mim. Se eu me conheço, metade das coisas que preciso fazer serão adiadas, porque vou estar morrendo de sono. Bom dia pra você que eu vou tomar um chá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112591071543348825?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112591071543348825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112591071543348825&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112591071543348825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112591071543348825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/insone.html' title='Insone'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112588063894506492</id><published>2005-09-04T21:36:00.000-03:00</published><updated>2005-09-05T17:07:01.136-03:00</updated><title type='text'>Não adianta avisar</title><content type='html'>Na cama, ele tentava convencê-la de que talvez não fosse boa idéia. Não seria melhor acordar do lado de alguém que gosta de você? E disse mais. Amanhã nós não vamos nem andar de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tentou ser sutil, mas foi é muito claro. Ela ficou sem alternativas. Sabia que não compartilhavam sintonias. Ali na cama, sim. Mas era só. Aquela noite iria terminar como o momento sugeria. Os dois queriam. Mas no dia seguinte, nada mudaria, porque só um queria. No caso ela, é claro. Mas como ela era estranha o que ele acabava de falar o tinha feito ainda mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ele não soubesse, mas sensibilidade e imagens sublimes a seduziam mais do que qualquer outra coisa. Dizendo aquilo abraçado a ela de modo até então inédito, ele a deixou completamente vulnerável. Em segundos, ela lembrou de coisas que falaram naquela noite incomum. No caminho ele reparou na Lua. E lembrou que noites atrás, ela estava enorme e pintada de dourado. Ela que leu muitos discípulos de Byron na adolescência, flutuou por um instante. Também tinha ficado hipnotizada olhando pro céu na tal noite. E desde sempre fantasiava estar olhando pra Lua no mesmo momento em que alguém de quem gostasse fazia a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele contou ainda sobre um dia em que o Natal chegou mais cedo. A mãe acordou indisposta. A irmã e ele cuidaram de tudo. Da casa e da mãe. Satisfeito, o pai depositou um presente aos pés da cama de cada um enquanto dormiam. Foi o Papai Noel, disse o pai. E os pacotes só foram abertos depois da explicação e com a autorização do pai doce e rígido. Aquela história fez com que ela entendesse como ele tinha se transformado naquele homem. Sem planejar, ele a enfeitiçava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na cama e sem saber direito como tinham chegado ali, ela não encontrava um jeito de ser racional. Amanhã, sendo otimista, será como se nada tivesse acontecido. Ele vai continuar blasé e eu, querendo intimidade, querendo ficar perto e fazer a barba dele. Isso tudo, ela pensou enquanto já se beijavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte foi ele quem acordou ao lado de alguém que gostava dele. E ela, agora só pensa em arrumar uma forma de andar de mãos dadas com ele um dia desses. É... Não adiantou nada avisar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112588063894506492?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112588063894506492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112588063894506492&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112588063894506492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112588063894506492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/no-adianta-avisar.html' title='Não adianta avisar'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16218243.post-112568755323467608</id><published>2005-09-02T17:35:00.000-03:00</published><updated>2005-09-05T09:37:35.436-03:00</updated><title type='text'>O que que é isso?</title><content type='html'>Como começar? Poderia contar meu signo, a música que estou ouvindo, quantos anos eu tenho, onde eu moro, quem são meus pais, minha família, meus amigos. E se eu te dissesse qual é meu ascendente, que livro eu estou lendo, qual filme mexe comigo?Talvez se você soubesse onde está a minha Lua e se eu te contasse quando foi a última vez que eu chorei e o porquê, você me conheceria muito bem, mas aí ia ficar fácil e eu me exporia demais pra um primeiro encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, nada disso faria muita diferença mesmo. Leio meu horóscopo todo dia. Signo e ascendente. Sei quais signos combinam com o meu e onde está a minha Lua, apesar de não fazer idéia do que significa tudo isso. Obviamente conheço meus pais, família e amigos. Acho que sei bastante sobre eles. Pelo menos, tudo aquilo que é evidente. Alguns conheço melhor e poderia até dizer que percebo coisas que estão encobertas por um sorriso, ou por uma armadura. Estou lendo alguns livros, vi alguns filmes dia desses e com um deles, eu chorei. E sei porquê eu chorei. Mas mesmo assim, eu ainda me pergunto: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;quem diabos, eu sou?!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se nem eu sei isso, como posso me apresentar? Sendo assim, serei breve: oi. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16218243-112568755323467608?l=horasdeconfusao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/feeds/112568755323467608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16218243&amp;postID=112568755323467608&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112568755323467608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16218243/posts/default/112568755323467608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horasdeconfusao.blogspot.com/2005/09/o-que-que-isso.html' title='O que que é isso?'/><author><name>Dani Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01228659506748524416</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_OPW5goF9wOw/SNP2_SsqutI/AAAAAAAAAP4/wyzcAbnfjsE/S220/eu2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
